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Domingo, 20 de Julho de 2008

Respeitar o Próximo

Eu estava vendo um documentário no YouTube que falava do último livro da Bíblia, o Apocalipse. Era um documentário que foi originalmente transmitido pela National Geographic. O documentário falava sobre a visão do Final dos Tempos que é transmitida pela Bíblia, tanto na ótica cristã evangélica quanto humanista.

Como é natural, haviam comentários nos vídeos de dois tipos de pessoas, religiosas (crentes e católicos) e aqueles que não têm religião alguma (assim penso eu). Os comentários dos religiosos eram sempre do tipo "Jesus voltará", "Aguardo por Jesus" e coisas do tipo. Nada anormal para pessoas que professam a fé Cristã, seja ela de qual linhagem for.

Porém, os comentários daqueles que não têm o que fazer foram os que me incomodaram bastante! Porque será que pessoas se dão o trabalho de ver um documentário deste gênero, adentrando em um círculo de pessoas devotas a sua crença, para somente escarnecê-los? Pensam eles serem superiores? Pensam eles serem detentores de uma verdade que ninguém mais sabe? Será que eles têm vontade de viver em paz com o mundo? Será que pensam que um dia o planeta terá uma só religião?

Não julgue ninguém pela fé, pela crença, julgue-a pelas obras. Mas antes de tirar o argueiro do olho do teu irmão, procure tirar a trave que está no teu olho. E lembre-se, você é tão falho e imperfeito como qualquer outro homem que está andando debaixo do sol neste planeta, seja ele um mendigo que se arrasta pelas ruas, seja um médico renomado que salva vidas no hospital. Todos temos o germe da imperfeição!

Não violenteis nenhuma consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo. Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Entrevista com Robert Happé



Amigos,

Estou deixando pra vocês aqui um pequeno vídeo de uma entrevista com Robert Happé, pesquisador espiritualista, que dá uma pequena palestra sobre um tema interessantíssimo e que instiga a muitos. É um excelente vídeo, espero que aproveitem bastante e, principalmente, reflitam a fim de fazermos um mundo melhor!

Muita Paz!

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

As Leis Morais

Amigos leitores deste blog, fui inspirado para escrever uma safra de artigos super-interessantes. Na verdade estendi a idéia dos últimos artigos que escrevi falando sobre A Primeira, Segunda e Terceira Revelações. Como eu constatei um grande número de visitas nestes artigos, resolvi abrir mais uma safra de conhecimento que ainda diz respeito à Doutrina Espírita: As Leis Morais.

Para tudo que existe nesse minúsculo planeta em que habitamos e que orbita essa magnífica estrela de 5ª grandeza em um cantinho da via-láctea, existem Leis que regem tudo o que existe. Cristo, por ser perfeito em todos os seus atributos e qualidades, criou uma gama de Leis que foram compiladas na Doutrina Espírita há 150 anos , quando se deu a Terceira Revelação. E será sobre elas que falaremos. São basicamente onze leis, a saber:

  1. Lei divina ou Natural
  2. Lei de Adoração
  3. Lei do Trabalho
  4. Lei de Reprodução
  5. Lei de Conservação
  6. Lei de Destruição
  7. Lei de Sociedade
  8. Lei do Progresso
  9. Lei de Igualdade
  10. Lei de Liberdade
  11. Lei de Justiça, Amor e Caridade

Em cada semana exporemos uma Lei onde tomaremos como base o Livro dos Espíritos. Faremos no final da exposição das onze leis, uma abordagem especial sobre a Perfeição Moral. Espero que gostem e se familiarizem mais um pouco com essa Doutrina que veio a fim de consolar muitos corações e esclarecer grandes mistérios que assolavam a humanidade, principalmente do ocidente, no decorrer dos séculos.

Paz e Amor a todos!

Sábado, 5 de Janeiro de 2008

A Terceira Revelação

O nascer do sol que acaba com as trevas da ignorância

Como as palavras de Jesus sempre se cumpriram, não haveria de ser diferente quando disse: "Não há coisa encoberta que não haja de manifestar-se, nem coisa secreta que não haja de saber-se e vir à luz". Não há outra razão para ele ter dito que enviaria o Consolador para nos fazer saber coisas que naquela época não tínhamos condições de saber, senão levantar o véu da nossa ignorância. Paira a pergunta no ar: E será que isso tudo já foi revelado? A resposta é: Sim! Acredite você ou não, a verdade está aí para quem quiser ver, nua e crua. Quem tem olhos que veja, quem tem ouvidos que ouça!

Desde a partida do Rabí deste orbe, seus discípulos se incubiram da responsabilidade de apregoar o Evangelho à toda criatura. Paulo, especialmente, foi um dos responsáveis pela disseminação da boa nova aos quatro cantos da Terra. Muitos passaram neste orbe desde então. Cada um com uma missão específica para a evolução da humanidade e do nosso planeta. Todos (ou quase todos) cumpriram eficientemente. O Envangelho já é algo conhecido no mundo, embora nem todos colocam-no em prática. É cumprida a palavra de Cristo: "O Tempo não há de vir até que o evangelho se faça conhecer nos quatro cantos da Terra". E o Tempo chegou!

Nas crenças mais antigas, muitos mitos ainda pairam na consciência dos fiéis. Muitos ainda julgam pela emoção o que deveriam julgar pela razão. Não põem à prova a doutrina que lhes é ensinada e aceitam-na como verdade com medo (ou respeito) de questioná-la, achando que Deus poderia fulminá-la por colocar em prática uma virtude que Ele mesmo nos deu: a razão. E por isso que Cristo nos enviou uma falange de trabalhadores para nos abrir os olhos. Para mostrar-nos que nós somos constituídos de inteligência, intelecto e razão. Que devemos utilizá-la da melhor forma possível para todas as áreas de nossa vida. E é com base nisso que temos capacidade hoje de questionarmos coisas do tipo: "Quem sou eu? De onde eu vim? Por que sofro tanto? Para onde vou? Por que nasci rico/pobre?". São tantas as questões que antes tinham respostas tolas, como do tipo: "Isso não é coisa que devemos saber, é oculto e só Deus sabe disso.". Na verdade, meus amigos, Deus realmente sabe de todas as coisas, mas muitas coisas nos é permitido saber, se não fosse por isso, Cristo, o Filho Perfeito, não nos diria coisas como mencionadas no início desse artigo.

Agora nós podemos dizer que nada é por acaso, que somos espíritos imortais expiando provas ou executando missões que nos foram atribuídas pelo Mestre ainda no plano espiritual. Que tudo que nós fizermos ao próximo nos será retribuído. Que todo o bem que fizermos, alcançaremos a benção de Deus e todo mal que fizermos sofreremos o mesmo mal. Hoje podemos saber que a vida não se extingue após o padecimento das funções orgânicas e biológicas do nosso corpo de carne. Podemos dizer que somos seres perfectíveis em constante evolução e ainda no início de uma caminhada infinita. Nós sabemos agora que fenômenos, antes atribuídos ao diabo, são nada mais nada menos que a manifestação dos nossos irmãos desencarnados sobre o mundo material. Sabemos que as pessoas que vêem espíritos ou até mesmo conversam com eles não são seres criados pelo demônio e amaldiçoados, mas são pessoas comuns iguais a nós que têm faculdades especiais em seu organismo que lhes tocam os sentidos expandindo a consciência para que se interaja com outros seres que não estão mais nessa crisálida que chamamos corpo.


Allan Kardec: Codificador da Doutrina Espírita

Estamos na época da razão. Na época em que tudo começa a fazer sentido para a nossa consciência. Onde a Justiça Divina se mostra ainda mais clara para os nossos olhos nebulosos. E graças à promessa do nosso Irmão Jesus, cumprida há aproximados 150 anos, quando nos enviou uma falange de emissários espirituais para codificar uma nova ciência, uma nova filosofia e uma nova religião - A Doutrina Espírita. Allan Kardec, um homem que foi incubido da missão de compilar e organizar essa Doutrina que os Anjos dos Céus nos passaram através de médiuns de todos quatro cantos da Terra, foi um dos grandes discípulos que abriu mão da própria vida para fazer cumprir a palavra de Cristo. Além dele podemos citar centenas de nomes, tais como Leon Denis, Camile Flammarion, Gabriel Delane, Chico Xavier, Yvone Pereira, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco... Isso sem falar nos demais que operam no anonimato.

Sendo assim, queridos irmãos, encerro assim essa lavra preciosa de artigos, conforme prometido. Fica registrado o conhecimento das Três Revelações.

Agora, ninguém precisa acreditar em nada do que eu falei. Mas cada um julgue pela sua própria razão.

Muita Paz!

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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

A Segunda Revelação

Como todos os estudantes que ainda não tomaram todas as lições para realizarem uma determinada tarefa, a Humanidade ainda tinha muito que aprender. Jesus Cristo passou os dez mandamentos a Moisés mediunicamente, porém, Moisés por ser um líder de um povo heterogêneo, precisava de outras leis que pudessem tornar o povo senão homogêneo, o mais próximo possível disso. Foi então que criou algumas leis, tais como: "Se uma mulher for pega em ato de adultério, esta deverá ser apedrejada até a morte". Decisões bem características para Espíritos que ainda precisavam passar por uma longa estrada nos caminhos para a perfeição. Essas leis foram tomadas como leis divinas e até mesmo deturpadas por religiões que faziam de tais leis uma fonte de renda.


Apesar de tudo, Jesus Cristo tinha conseguido o que queria quando enviou Moisés, grande parte Humanidade já era monoteísta. Acreditava-se no Deus vivo, no Deus único. O Alfa e o Ômega, tantas vezes salmordiado pelo Rei Davi. Tão defendido e profetizado por Samuel, Elias, Eliseu, entre outros emissários do Cristo. Estava realmente na hora de se cumprir a grande promessa tão profetizada pelos profetas dos tempos remotos. Era mister que o verbo se fizesse carne para cumprir a profecia de Isaías. O Mestre Jesus, comovendo-se no seu trono e preparando seu Espírito para se encarnar na Terra, fez-se presente no meio do povo de Nazaré. Era necessário que o Filho do Homem vencesse a carne estando na própria carne, por assim dizer. E qual foi o primeiro grande evento que o fez ser noticiado aos quatro ventos? Não desfazer as Leis de Moisés, mas fazer aqueles que queriam apedrejar Maria Madalena por ter sido pega em ato de adultério, penetrarem no fundo dos seus corações em uma profunda introspecção e notarem que existe uma sabedoria muito além e que todos somos pecadores. Jesus lia os seus pensamentos. Foi o suficiente para fazê-lo um grande Líder, o grande homem que anunciaria a Boa Nova através de seu grande ensinamento evangélico que farei questão de transcrevê-lo fielmente:

"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." Mateus 22:37-40

Quão grande a sabedoria e a pureza que o pobre carpinteiro de Nazaré tem em seu coração. Grandessíssimo e Honrado Mestre dos Mestres. Como pode um homem com algumas palavras colocar para trás toda uma Lei que perdurou quase dois milênios conduzindo toda uma popualação sem mesmo dizer uma palavra contra ela? Esse era o Verbo que as profecias falavam, era o advento do Cordeiro de Deus. A profecia estava cumprida e um novo marco estava implantado na Humanidade. Esse homem dividiu toda a História da Humanidade em duas eras. Esse homem realizou tão grandiosos feitos de cunho moral e espiritual que nenhum homem até hoje jamais realizou. Glórias a Deus nas alturas por ter enviado o seu filho, nosso irmão, para nos ensinar a chegarmos a Ele. Ele, Cristo, é o caminho. Ele é a verdade. Quem for através dele chegará ao Pai e terá vida em abundância. Esse era o ensinamento que conduziria a Humanidade por mais longos anos: "Fora da Caridade não há salvação!"

Mas não parou por aí. O próprio Mestre sabia que o trabalho não se findara ali. O povo precisava amadurecer os seus ensinamentos. Ele precisava enviar novos emissários para fixar no seio da Humanidade o Evangelho que a nortearia por mais um longo tempo. Porém, ele mesmo antes de voltar para o Pai, já alertou seus discípulos, que nos relata no Evangelho, que não ensinada e falara sobre todas as maravilhas do Infinito. A mente dos homens ainda era muito rude para compreender. Para todas as coisas existe um tempo determinado por Deus e, no tempo certo, o nosso Mestre nos enviaria O Consolador através do Espírito de Verdade para nos rasgar o véu que encobre nossa consciência e nossa visão para enxergar maravilhas muitíssimo grandiosas. Leia sobre essa promessa do Cristo clicando aqui.

Amigos. E qual seria essa Terceira e tão esperada revelação que haveria de restabelecer todas as coisas ensinadas pelo Cristo e nos trazer novidades do éter do infinito celestial?

Que Deus possa lhes proporcionar um ano de 2008 cheio de vitórias, luz, paz e harmonia. Que os vossos corações possam estar fundamentados no bem e focados na causa evangélica de trabalhar e amarmos uns aos outros assim como Deus nos amou de forma a nos enviar Cristo para nos conduzir ao Pai. Que tenham saúde, prosperidade e paz de espírito.
Amém.


Abraços Fraternos e Feliz 2008

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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

A Primeira Revelação

O mundo estava pronto, os exilados do planeta Capela (ou raça adâmica) já prepararam todo o ambiente com as civilizações antigas. O tempo foi se passando até que a humanidade, ainda escassa naquela época, estava pronta para receber o primeiro Messias. Os homens precisavam de alguém que pudesse os conduzir no caminho do Grande Arquiteto do nosso Planeta e, para isso, Jesus Cristo na sua infinita e magnânima sabedoria nos enviou um de seus falangeiros incansáveis para cumprir mais uma tarefa que seria considerada um marco na evolução da Humanidade e do nosso Planeta.

Esse Espírito benfazejo encarnou-se no Egito e foi abandonado à beira de um rio pelos seus pais sob a ameaça de um Faraó que condenou à morte todos os primogênitos até determinada idade. Este homem foi encontrado pela filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe atribuiu o posto de príncipe do Egito. Nisso já podemos ver como são perfeitos os planos do Grande Mestre. Aos 40 anos de idade aproximadamente, por matar um egípcio em um momento de cólera, fugiu do império egípcio para não ser condenado à morte, foi quando se juntou ao povo de Israel que estava escravizado no Egito. Esse homem, em sua mediunidade, freqüentemente intuído pelos seus mentores espirituais, adquiriu uma forma de liderança, que, diga-se de passagem, não lhe era característica, começou a conduzir aquele povo, e logo foi conhecido como o Messias que havia de libertar o povo de Israel das "garras" do Egito levando-os à Terra Prometida. Dito e feito – Os planos de Deus nunca falham.




Moisés subindo o monte Sinai

Falo de Moisés, esse grande homem que recebeu mediunicamente os dez mandamentos no monte Sinai. Escreveu o pentateuco mosaico que consiste nos cinco primeiros livros da Bíblia Sagrada e é a base para o Judaísmo hoje em dia, além de base histórica para algumas doutrinas protestantes. Legislador e conhecedor das coisas espirituais aprendidas nas escolas egípcias, soube conduzir o povo para que não fossem joguetes de ilusões dos Espíritos ainda imperfeitos que viviam na erraticidade. Daí a proibição de evocar os mortos, tão combatida por algumas doutrinas cristãs. Dado a ele um poder sobrenatural, para a época (a própria mediunidade que era muito comum entre os egípcios), tinha uma sabedoria espetacular. Foi grande profeta e divulgador do Deus único, uma heresia para os egípcios que eram politeístas. O Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente começou, a partir de então, ser o grande norte para a vida espiritual dos Espíritos aqui encarnados, fazendo assim, seguirem as suas estradas evolutivas e contribuindo para a evolução da humanidade e do planeta Terra como um todo.

Estabelece-se então a Primeira Revelação. O solo já estava sendo trabalhado para receber as primeiras sementes. A tarefa de Jesus Cristo estava cumprida. Cabia esperar a força do tempo conduzir a humanidade, com a força de alguns emissários do espaço infinito que foram enviados para várias partes da esfera terrestre para disseminarem as primeiras sementes no solo já arado por Moisés.

Tudo estava pronto para a Segunda Revelação, que será abordada no próximo artigo!

Muita Paz!



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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

As Três Revelações

Amigos leitores, estou preparando uma verdadeira safra de artigos que dizem respeito às revelações dadas à Humanidade nos últimos aproximados quatro mil anos. Estaremos perscrutando os caracteres de cada uma das revelações apontando seus pontos mais importantes e mostrando, apesar do tempo, quão atuais elas são.

O mundo está aí, cheio de novidades, muitas coisas boas acontecendo, mudanças científicas, filosóficas e religiosas sendo realizadas no coração da humanidade e pouca gente se dando conta dessa maravilha. A idéia é resgatar através dos três artigos que iremos abordar nas próximas semanas, um pouco da reflexão e consciência das pessoas e fazê-las atentar para o único caminho que nos conduzirá até a felicidade suprema, a Sião celestial, ao Paraíso, ao Céu, ou seja lá qual for o nome que queira dar...

Espero vocês nos próximos artigos. Na semana que vem iremos tratar sobre a Primeira Revelação, e nas semanas subseqüentes, as demais revelações.

Abraços Fraternos!

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

O objetivo das religiões do mundo

All religions, arts and sciences are branches of the same tree
(Albert Einstein)


Escrevi há algum tempo um artigo sobre as religiões e, infelizmente, fui mal interpretado por grande parte das pessoas que pegaram-se mais à letra do que a idéia lançada. Com esse texto tenho certeza que me farei entender de forma clara, simples e objetiva. Espero que compreendam e, acima de tudo, reflitam.

O que será que as pessoas pensam com relação a religião? Será que se perguntarmos para os religiosos "para que serve a religião?" eles saberiam responder? Aposto que pouquíssimos saberiam... Talvez por ignorarem o sentido da religião, talvez por nunca terem parado para pensar. Acredito eu que se parassem para refletir na religião em si, poderíamos viver em paz. Você pergunta, por que? Vamos à reflexão...

A palavra religião deriva de religere, que significa religar. Religar o homem à Deus. E como se daria essa religação? Através do conhecimento de si próprio, da reforma íntima praticada, independente dos dogmas, expressões exteriores, credo e/ou fé. O objetivo neste caso é fazer o homem um ser melhor. Melhor no sentido ético e moral. Fazer do homem uma forma de representação da divindade na Terra através da prática da caridade de Deus, a caridade anunciada por Jesus Cristo cujo manual é o Evangelho.

Se o objetivo é melhorar o homem, porque existem guerras entre religiões? Porque umas querem ser mais corretas que outras lançando anátemas àqueles cujo intelecto é menos esclarecido espiritualmente? Isso é um sinal de superioridade? Claro que isso é um sinal de inferioridade. É um sinal de que a religião não está servindo de absolutamente nada. Cumprir dogmas não é ser religioso. Ir à igreja para esquentar bancos não é ser religioso. Decorar toda a história da igreja não é ser religioso. Anatematizar o teu próximo não é ser religioso. Ser religioso é amar o próximo como a ti mesmo, é ter paciência para com o teu irmão, é ser indulgente para com as falhas do teu próximo, é ser mais crítico consigo mesmo e menos crítico para com o teu irmão. Eis os mandamentos das religiões.

Agora, porque será que se o coração das religiões são compostos do ensinamento como "Faça ao próximo o que gostaria que ele te fizesse", e mesmo assim ainda temos guerras e batalhas travadas cuja chulo objetivo é dizer que a religião A ou B é detentora de toda a verdade? Eis o grande câncer que acarreta essa batalha infundada, o egoísmo. Mas isso vai ser matéria para outro artigo!

O que nos resta agora é saber se, independente do nosso credo ou dogmas que praticamos, se nos apresentarmos à frente do grande Juiz, e ele perscrutasse o fundo do nosso coração e o mais íntimo dos nossos pensamentos, estaríamos aptos a exclamar em alto e bom som: "Senhor, fui justo e reto durante minha encarnação conforme o Evangelho do teu Filho Jesus. Conceda-me o privilégio de fazer parte da tua falange de trabalhadores para que eu contribua para a evolução dos teus pequeninos, meus irmãos."

Reflitam.

Muita Paz.

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Aqui se faz, aqui se Repara

Ciclo de Evolução


Quem já não ouviu falar do velho ditado "aqui se faz, aqui se paga"? Querendo ou não, todos nós temos inconscientemente a idéia de diversas existências corpóreas. Creia você, ou não, a reencarnação já é um fato comprovado por diversos pesquisadores. A reencarnação já é uma crença há muito tempo, desde os hindus, budistas e taoístas. Todos crêem na subjugação do espírito às provas corporais sucessivas objetivando o melhoramento do "eu".

Outro aspecto interessante, que pode nos dar subsídios para crer na reencarnação, é a famosa pergunta que muita gente faz, geralmente crianças: "Para onde vou quando morrer?". Pense bem, uma pessoa que levanta um desses questionamentos certamente crê que algo existe além do corpo físico e que não se identifica com ele, visto que sabe que o "eu" irá para algum lugar que não é este que vivemos. Talvez outra dimensão, como é dito na teoria das membranas (M-Theory).

Se no fundo do nosso [in]consciente temos a idéia da existência da alma, certo é que algum destino deverá tomar no fim da vida corpórea. E qual será? Argumentos não faltam. Religiões, Ciência e mesmo a mídia já são aparatos para comprovar que a alma se mantém em algum lugar (em outra dimensão, talvez) e após disso, dependendo do que lhe falta para depuração, volta para uma nova existência neste planeta que nos oferece tantas oportunidades de aperfeiçoamento.

Fizemos o mal? Devemos repará-lo, pois Justiça é pagar pelos erros cometidos e ser beneficiado pelas virtudes alcançadas. Justiça não é, por alguns erros encarnatórios influenciados pela sociedade pecadora, ser jogado em um lago de fogo ardente para perecer até os dias da eternidade. Isso não é Justiça. Isso é conceito dos Judeus de dois mil anos. Por isso, seremos submetidos à prova tantas vezes quantas forem necessárias, até que estejamos pontos para subirmos mais um grau na escalada evolutiva. Aqui se faz, aqui se repara.

Abraços Fraternos!

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Fé ou Obras?

Fora da Caridade não há Salvação

Uns dizem que para chegar ao céu é necessário ter fé, em contrapartida, outras opiniões dizem que o que nos levará para o céu são as boas obras que realizarmos. O que você acha?

Desde que o mundo é mundo várias religiões existiram assegurando e ensinando seus dogmas para conseguirem o reino celestial. Moisés tentou montar um caminho mais plano para tal, deixando o retoque final para Jesus, que com grande Glória desceu do aconchego celestial para ser crucificado por seu próprio povo. Mas mesmo assim, com o poder das palavras e das idéias essa foi a Doutrina que mais se abrangeu em toda a Humanidade, apesar de nem todos a crêem.

Sem dúvida o Cristianismo também gerou suas diversas religiões. Católicos e Protestantes, por exemplo, crêem no mesmo Deus, falam do mesmo Cristo, apregoam o mesmo Céu, condenam ao mesmo inferno, mas ficam guerreando entre seus dogmas para saber quem é capaz de fazer mais prosélitos. Não conheço todas as religiões Cristãs, mas a maioria das que eu conheço se encaixa no mesmo exemplo citado acima.

Enfim, apesar de toda essa guerra de foice que existe entre algumas religiões, falemos então do que realmente nos coroará ao final de nossa jornada, a fé ou as obras?


A Fé é um artifício bastante ensinado pelas doutrinas cristãs. Muitas delas afirmam que só irá para o céu quem tem fé. A Bíblia fala que a fé é a base de todas as coisas (Aos Hebreus 11), mas não fala que é o pré-requisito para entrar no céu. Pra falar a verdade, eu também não consigo imaginar uma pessoa ignorante, intransigente, egoísta, orgulhosa, porém transbordando de fé entrando no céu. É meio ilógico você não acha?

Por outro lado, Cristo, o autor dessa grande religião que nos foi ensinada e que um dia tornar-se-á única, falou claramente que "Fora da Caridade não há Salvação". Fazer a caridade é, necessariamente, realizar obras. Obras benévolas, cheias de amor ao próximo e a Deus. Jesus fez caridades todo o tempo de sua vida. Ele, o Mestre dos Mestres, exemplificou na prática como devemos proceder. Se ele é o nosso referencial, não devemos seguir outro senão o Rabí. Agora sim, fica mais fácil conceber a idéia de alguém entrando no céu mesmo não tendo fé, mas realizando diversas obras levando em consideração a Doutrina do Grande Mestre. Fica mais racional, mais lógico, não é mesmo?

Eu tenho o meu ponto de vista com relação a esse questionamento: Fé ou Obras? Podemos dizer que uma pessoa pode ter a fé maior do mundo, mas se tiver uma fé cega, daquelas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz e que não realizam os ensinamentos do Mestre, para com esses, Deus terá que usar de Misericórdia no grande dia. Ter fé não significa realizar obras. Já, se uma pessoa realiza obras, muito provavelmente ela tem a esperança de um dia alcançar a vida eterna nos céus. E o que é a fé senão a esperança? A fé é a esperança das coisas que se esperam, já dizia Paulo nas cartas aos Hebreus.

Entre fé e obras, fique com ambos!

Um Abraço Fraterno!

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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

A Mediunidade

Energia


Esse tema, infelizmente mal compreendido pela grande massa, gera muito preconceito. Seja por ignorá-lo, seja por herdar de seus círculos religiosos o preconceito infundado, principalmente contra a Doutrina Espírita. O que a grande maioria não sabe é que entre os seus próprios companheiros religiosos muitos deles são médiuns sensacionais!

O termo "médium" surgiu no século XIX com o professor Rivail quando servia de mensageiro da "nova" Doutrina denominada Espiritismo. A palavra em questão vem do latim mediare, que significa intermediário ou mediador. Rivail foi muito feliz ao utilizar este termo, pois não há melhor vocábulo para qualificar aquele ou aquela que se põe à disposição do plano espiritual para servir ou comunicar-se com o material.

Todos nós, sem exceção, somos médiuns. Uns mais e outros menos. O surpreende as pessoas é quando presencial alguém com uma mediunidade ostensiva, como era o caso de Chico Xavier, que escreveu mais de 400 livros, muitos de conhecimento que não era do nível intelectual do médium (considerando-se a formação acadêmica e cultural do mesmo). Alguns livros abordavam assuntos totalmente diferentes uns dos outros, mas dentro da ciência, filosofia e religião Espírita.

A mediunidade é uma característica do organismo do ser humano, por isso citei acima que todos somos médiuns, uns mais e outros menos. Com o estudo e a prática a mediunidade pode ser desenvolvida. O "dom" da mediunidade, se é que podemos chamar de dom, está ligada à glândula pineal que fica no centro do cérebro humano, glândula esta que os orientais e os hindus atribuem fenômenos sobrenaturais.

Para comprovar que todos somos médiuns, podemos citar alguns exemplos muito comuns que ocorrem no nosso dia-a-dia. Você já deve ter adentrado num ambiente onde seu humor tenha mudado drásticamente e voltado ao normal ao deixar este ambiente? Já bateu os olhos numa pessoa e, sem conhecê-la, concluiu sem erro sobre as características de sua personalidade? Já adivinhou o que outra pessoa iria falar e você falou antes dela de modo que ela se surpreendesse? Esses e outros são conclusões irrefutáveis de que todos somos médiuns. A captação dos fluídos de um ambiente e harmonização com os fluídos de outras pessoas são exemplos de fenômenos que acontecem entre espíritos. Para os primeiros, dizemos que a pessoa é sensitiva, daí o termo médium sensitivo. Já para o segundo, é a capacidade de comunicação telepática, um dos fenômenos que os Espíritos desencarnados se utilizam para colocarem-se em comunicação com o mundo material.

Além destes exemplos, existem aqueles cuja mediunidade é mais aflorada. Não são raros os casos em que pessoas afirma ver Espíritos de pessoas mortas, ouvirem barulhos e ruídos sem causa aparente, etc. Neste caso podemos dizer que são médiuns de nascença. Apesar de muitos não acreditareme, a mediunidade é um fato. Ela não escolhe religião, posição social, cor, raça nem idade. A mediunidade está no homem desde que o mundo é mundo, desde os tempos mais remotos.

Temos na história vários exemplos de médiuns que destacaram-se não só na literatura espírita, mas no conceito da humanidade. Muitos deles foram tidos como grandes homens ou mulheres. Na Bíblia é então, uma das maiores fontes de relatos mediúnicos, existem casos que o único argumento capaz de sustentar a sua não-existência é a antiga e desconsiderada afirmativa: "Isso é coisia do diabo!".

Agora sabendo isso, podemos nos perguntar: "Para que serve então a mediunidade já que a temos?" ou ainda "Faria Deus alguma coisa em vão?". Sem dúvidas a mediunidade é como a inteligência, intelecto e a razão, devemos utilizá-la da melhor forma possível, corrertamente, em prol do avanço pessoal e coletivo focado no bem.

Abraços Fraternos

Alguns relatos de mediunidade na Bíblia:

  1. Moisés proibia o povo de evocar Espíritos ou consultar adivinhadores (se isso era fato, Moisés sabia que era possível. Para proteger a inocência espiritual deles, achou por bem proibí-la); Dt 18,9-14

  2. Saul procura uma médium para falar com Samuel; ISm 28

  3. Maria Madalena viu dois Espíritos no sepulcro que Jesus foi sepultado e falou com eles; Jo 20,11-12

  4. João escreveu o Apocalipse através das revelações mediúnicas que recebia; Ap 1

Relatos de mediunidadade na História:
  1. Chico Xavier

  2. Joana D'Arc

  3. Bezerra de Menezes

  4. Peixotinho

  5. Divaldo Franco

  6. Etc.

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Outra Referência

Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

As Diversas Vidas

Uma representação das diversas vidas


Algumas vezes quando converso com espiritualistas que acreditam na reencarnação, percebo uma grande preocupação com duas coisas: ou a vida passada ou a futura. Mas e a vida presente? Diante de todo conhecimento que adquirimos com a Doutrina Espírita, temos sim preocupação com as vidas futuras, afinal, o que fizermos agora influenciará diretamente no futuro de alguma forma, mas não na vida passada, pois esta já foi a causa do que você vive agora, tanto de bom quanto de ruim.

Se pararmos para pensar, algumas pessoas que professam uma religião que abre espaço para a intelectualidade ou para saciar alguma curiosidade que não é resolvida com o conhecimento científico e/ou espiritual atual, preocupam-se mais com tais questões do que com a verdadeira essência da doutrina - o amor.

Como já foi escrito em um artigo anterior, Professar e Praticar tornam-se coisas totalmente distintas. Praticar algum rito, culto e/ ou dogma não vai fazê-lo melhor nem pior que um ateu. A Rerforma Íntima do Ser, que tanto falo nos artigos que escrevo e nas conversas com amigos, é o que deve ser o objetivo principal de todo o religioso. Como já disse Jesus: "Buscai primeiro o reino dos céus e as demais coisas lhes serão acrescentadas"; Neste caso, buscar o reino dos céus é encontrar dentro de cada um de nós, no universo que reside em nós, o amor que emana do Criador e partilhemo-o com os nossos irmãos.

Por fim, nada mais natural que nos aconselharmos sob da luz do Evangelho. Devemos sim nos preocupar com as questões científicas e filosóficas da nossa doutrina, pois faz parte e é um curso natural do nosso progresso, mas jamais devemos perder de vista os maiores ensinamentos que Jesus nos deixou: "Amai a Deus de toda a tua alma, com toda a força do teu Ser e de todo o teu coração e o próximo como a ti mesmo"

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Não é muito o foco desse artigo, mas há quem precise de provas para acreditar em vidas passadas, reencarnação, etc. Por essa razão, deixo aqui para vocês uns videos como referência.



VIDAS PASSADAS

Caso #1


Caso #2


Caso #3

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Final dos Tempos II

No último artigo nos enveredamos por uma abordagem do Final dos Tempos onde citamos a evolução e maturidade espiritual de grande parte da população. Uns procurando formas de se espiritualizar e outros procurando um caminho de conhecimento de si próprio, que a meu ver é uma forma de espiritualização, pois conhecendo a si próprio estará mais apto a conhecer o próximo. Mas, como profetizado há aproximadamente dois mil anos, haverá choro e ranger de dentes naquele dia.

O mundo já manifestou todos os sinais de que está no seu limite. Guerras, pestes, desastres naturais acelerados por interferência do homem na natureza, grandes problemas sociais e familiares, bizarrices que ocorrem ao redor do mundo que, se não temos uma visão de futuro esclarecida, são problemas sem solução.

A grande maioria das pessoas que professam uma religião, mesmo que não pratiquem, acredita que haverá uma vida após esta. Uma vida que gozará de uma felicidade senão perfeita, quase perfeita, e que somente os privilegiados serão dignos de usufruí-la. Mas qual a condição para ser um dos privilegiados?

Durante toda a existência da humanidade, pelo menos a que conhecemos, tivemos espíritos altamente capacitados para nos ensinar os caminhos para sermos um dos privilegiados. E o maior de todos que já passou por aqui, Jesus, falou que o amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo é o caminho. Esse caminho, na teoria, é muito simples. Seguindo-o e praticando-o em sua completude, estaremos prontos para irmos a um plano superior ou gozarmos de uma felicidade perfeita, relativa à da Terra.

Juízo Final de Michelangelo

Claro, sempre existem aqueles que optam por não seguirem o caminho correto. O caminho do bem, embora teoricamente seja facílimo, na prática requer muito trabalho, renúncia, desprendimento dos baixos sentimentos e dos bens materiais, etc. E infelizmente nem todos estão preparados para colocar todos os aspectos desse caminho em prática. Segundo o que encontramos em muitas religiões, os mais rebeldes terão a recompensa que lhes cabe, e é claro que a Justiça de Deus é mais justa do que nós imaginamos. Entretanto Ele une a justiça à sabedoria e à misericórdia.

Como vimos em um artigo de agosto, existem vários planetas que orbitam seus sóis em suas galáxias. Uns mais e outros menos avançados que a Terra. O benefício para os que seguirem as Leis de Deus será galgar mais um degrau na escala da evolução, já para os que não tiverem nem o desejo de se melhorarem, esses sim, sofrerão bastante e chorarão, rangerão seus dentes, pedirão socorro, misericórdia e Deus lhes falarão ao fundo de suas almas: “Aparta-te de Mim que não vos conheço.”.

Acha que o planeta Terra é um planeta ruim? Isso é porque você nunca parou para imaginar o quão pior será a recompensa dos que ignoraram as Leis de Deus. Porém, não será sua última chance, Deus perdoará seus filhos quantas vezes forem necessárias e lhes atribuirão recompensas segundo as suas obras. Certamente chegará um tempo em que o desejo de ir para o Pai tocará o íntimo do seu espírito e lhe conduzirá para cima na escala da evolução. Mas até que isso aconteça, a Lei da Causa e Efeito deverá ser cumprida, como toda Lei Divina.

É realmente apavorante pensar em viver num mundo muito pior que a Terra, mas não devemos temer se já estamos ligados a Deus por Cristo Jesus. Por mais pecadores que sejamos, o simples desejo íntimo de querer ser justo e bondoso, segundo as Leis Imutáveis do Criador, já é um grande avanço.

Sejamos, pois, leias às fiéis promessas do Senhor e caminhemos todos juntos fraternalmente ao norteado pelo futuro que nos espera nos braços da eternidade junto do grande e poderoso Criador de todas as coisas.

“Se não é possível fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

Abraço Fraterno!


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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Final dos Tempos I

Fim do MundoAlegoria do Fim do Mundo


Recordo-me quando eu era mais jovem, religioso, super conservador, cheio de medo do desconhecido. Lembro-me que quando ouvia falar do Final dos Tempos, já me sentia no inferno, mesmo sendo um "cristão exemplar". Apesar de eu aceitar, naquela época, a teoria de que Deus coloca os homens no inferno para sempre, eu sempre desconfiava dessa falha teoria. Bem no íntimo do meu ser eu acreditava piamente na remissão dos pecados e na misericórdia Divina.

Hoje com minha visão e entendimento espiritual, apesar do processo de formação eterno, já posso ter uma conclusão bem diferente do que é o chamado Final dos Tempos apocalíptico. Embora não seja o foco do artigo de hoje, mas o de um artigo futuro, vou falar somente dos aspectos que caracterizam o final dos tempos e a transição do nosso tempo.

Acredito que a maioria das pessoas ou já leram ou já ouviram falar que na Bíblia, no livro de Apocalipse, existe uma passagem que fala do Final dos Tempos, figurando guerras, catástrofes naturais, conflitos entre as sociedades, etc. E hoje, por essa razão, as pessoas acreditam que estamos no Final dos Tempos (e com razão) por estarmos vivenciando todas as profecias lançadas à humanidade há alguns milênios. Uma das condições que também é sustentada é que o Final dos Tempos só se consumaria de fato depois que todas as criaturas viventes fossem pelo menos notificadas do evangelho do Mestre Jesus. E é nesse ponto que eu gostaria de chegar!

Iluminação EspiritualIluminação Espiritual

Tenho acompanhado a literatura espiritualista, de auto-ajuda, filmes, palestras que falam muito sobre as novas tendências da humanidade, como a logosofia, por exemplo. Há aproximadamente 100 anos com o advento da Física Quântica podemos resolver problemas antes atribuídos ao diabo. Podemos falar dos milagres de Jesus embasados na ciência e constatar a tamanha evolução e conhecimento do grande Mestre que há dois mil anos já dominava a ciência no campo vibracional das partículas. E nós, 'rélis mortais', ainda estamos engatinhando para descobrir se um elétron se comporta como uma onda ou como uma partícula ou como ambos?!

Podemos hoje entender tanto no aspecto religioso quanto científico as comunicações com o plano espiritual intermediadas por pessoas comuns que antes eram mortas em fogueira, decapitadas, etc. Podemos entender a força do pensamento positivo e negativo, da Lei da Causa e Efeito, dos problemas de pessoas que nascem com um sofrimento que, sem levar pelo aspecto religioso, achamos a Justiça Divina injusta, por pura falta de conhecimento.

Enfim, são milhares de mudanças no veio da Humanidade. Vários ícones já passaram para realizarem verdadeiras revoluções em todas as áreas de conhecimento. Muitos já padeceram pelo bem da Humanidade, já sofreram horrores para implantar uma idéia que hoje nos parece corriqueira. E onde você imagina, amigo (a), que isso tudo irá parar? O que você espera acontecer daqui a alguns séculos? Como você acha que a Humanidade se encontrará espiritualmente daqui a mais mil anos? Será nosso planeta ainda um ponto na Via-Láctea? E depois disso? O que será de nós, espíritos sofredores carentes de paz? Será que você consegue enxergar nisso tudo o final dos tempos?

A última chance está dada. Somos os trabalhadores de última hora! Precisamos fazer o nosso melhor para que possamos usufruir de uma paz de espírito relativamente perfeita com relação à da Terra. Sejamos, pois fiéis aos ensinamentos do grande Cristo e não nos detenhamos nas diferenças, mas unamos forças para que amemos uns aos outros se fosse a nós mesmos e nunca percamos de vista o nosso objetivo, a nossa meta, que é a Luz do Grande Arquiteto do Universo.

Um Abraço Fraterno!

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Predestinação & Livre Arbítrio

Sempre podemos decidir entre dois caminhos,
cabe a nós arcar com a conseqüência da escolha errada.


Entre os algumas linhagens evangélicas principalmente, ouve-se bastante falar sobre predestinação. Que fulano ou beltrano foi predestinado a fazer tal coisa ou tal coisa e/ou nasceu com tal condição por ser predestinado. Ser predestinado é ter sua condição já estabelecida antes de sua vida, o que lhe faz ser superior ou inferior aos outros. Mas isso é um tanto injusto, não é mesmo?

Quando cremos que a predestinação existe, somos, conseqüentemente, induzidos a acreditar que o livre arbítrio não é de todo efetivo, pois se somos predestinados não poderemos exercer o livre arbítrio para alcançarmos o que nós realmente desejamos, pois estamos, como a própria palavra já diz, predestinados a exercer tal função. Se Deus nos deu o livre arbítrio e a opção de até mesmo não acreditar Nele, por que existiria a predestinação?

De uma forma simples, podemos até entender a predestinação sob uma ótica diferente. Se nos embasarmos na reencarnação e entendermos a obra da criação como perfeita nos seus aspectos mais peculiares, poderemos até entender a missão que nos é atribuída no plano espiritual como predestinação, mas mesmo assim se o espírito "predestinado" não quiser se comprometer com a missão, este tem toda a liberdade para tal, cabendo a ele arcar com as conseqüências. Isso é o livre arbítrio.

Se ainda insiste em acreditar que a predestinação existe, tente dar uma resposta a essa questão: "Por que Deus criaria um ser devotado ao bem, sem a condição de sucumbir às imperfeições dos mortais e a outros criaria com mais sucetibilidade a ceder ao mal?". Deus é justo no sentido mais forte e amplo desta palavra. Claro que não é o suficiente para qualificá-lo, mas por ele ser de todo perfeito (palavra também insuficiente), Ele abrange a justiça desde o seu entendimento mais parco até o mais complexo, entendimento este que estamos muito distante de alcançarmos.

Muitos são os espíritos bastante evoluídos que habitaram a superfície terrestre incubidos de missões bastante críticas para a evolução da nossa Humanidade. Temos diversos exemplos que deveríamos nos inteirar de suas biografias a fim de aprendermos algo a mais para nossa bagagem de conhecimento tanto moral quanto espiritual. Sócrates, Martinho Lutero, Martin Luther King, Allan Kardec, Nelson Mandela, Agostinho, Paulo o Apóstolo e, é claro, o governador e fundador da nossa esfera, responsável pela criação do nosso planeta desde a sua formação molecular, Jesus Cristo.

Agora, antes de acreditar que algo está acontecendo na sua vida por conseqüência da predestinação, tente encontrar a causa do problema que gerou toda essa turbulência. Onde há fumaça há fogo, ou seja, para todo efeito existe uma causa. Certamente em algum momento da sua vida você optou por algo que lhe induziu a enfrentar este problema. Mas lembre-se, nunca é tarde para recomeçar.

Abraços Fraternos!


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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Qual a religião certa?

Qual a religião certa? Qual religião é o único caminho que leva à salvação? Quais os dogmas corretos? E os errados? Qual grupo, seita, clã ou denominação religiosa que tem a resposta para todas as perguntas? Não sabe? Eu sei... NENHUMA!

Por que existem algumas pessoas que insistem em pensar que as suas religiões são as únicas, absolutas, insolúveis e corretíssimas? Por que quando se opta por outra orientação religiosa elas parecem terem perdido uma guerra e tentam resgatar o “soldado ferido” a qualquer custo? Será que mudar de religião é um ato digno de morte eterna? A religião, com seus dogmas, ritos e cultos não são caminhos para salvação de ninguém. Será que isso é tão difícil de compreender?

O grande mal entendido dessa estória toda é o erro que as pessoas cometem tendo a visão míope de Deus achando que ELE é (ou deveria ser) como os homens, que é o reflexo das atitudes humanas e não o contrário. Será mesmo que ELE se importa se us vão à missa todo domingo, usam preservativo para terem relações sexuais e fazem catecismo e outros usam terno, gravata, sapatinho social, a Bíblia debaixo do braço e vão à igreja todo santo dia? Qual das duas personalidades vai pro inferno? Qual vai pro céu? O que é o Céu para um e o inferno para o outro? Até mesmo entre as doutrinas religiosas que professam a mesma fé em Cristo existem guerras, diferentes dogmas e formas diferentes de servirem a Deus. Será que pelo fato de estarem na igreja “A” e não na “B” já se tem o um pacto assinado com o diabo para irem ao inferno? Quanta ignorância seria pensar dessa forma.

Como eu já havia escrito em um post sobre a Reforma Íntima, o mais louvável aos olhos de Deus são as mudanças que você realiza no seu interior e que refletem em atitudes no exterior para com Deus e o próximo. Atitudes repletas de amor, carinho, respeito e humildade. Tais atributos que o Filho do Homem esteve o todo tempo ensinando há dois mil anos através de palavras e exemplos e, até agora, infelizmente, nem todos aprenderam ou entenderam. Será que é preciso que o Messias venha novamente?

Além de tudo, apegam-se tanto a um ou outro trecho da Bíblia e ficam querendo convencer as pessoas, de qualquer modo, de que aquele é o único caminho, que tal ou tal religião é a que vai salvar a tua alma e resolver todos os teus problemas, mas que absurdo! Esqueceram que Jesus Cristo disse para os discípulos irem às ovelhas desgarradas, sem fé, sem crença alguma e precisando da Luz. Falou-lhes para não irem aos gentios, não irem aos que já tinham o seu berço religioso formado, pois estes não o receberiam ou, sentindo necessidade de mudança, procurar-lhes-iam... Não são os que gozam de saúde que precisam de médicos. E é assim que as pessoas agem? Por que não meditar no evangelho para saber dessas coisas? Por que não refletir de alma nas palavras do Mestre e entender que o que ele queria não era formar número e sim formar corações convictos da Boa Nova? Em Mateus capítulo 10 existe um verdadeiro manual de instruções de como divulgar o Evangelho... Quer ser um trabalhador do Cristo? Leia, compreenda, faça a sua reforma íntima e pratique!

As nossas igrejas estão precisando de novos Paulos, Pedros e Luteros para ensinar-lhes que os dogmas não são absolutamente nada perante a Magnitude do Grande Arquiteto do Universo. Devemos nos preocupar menos com a forma e mais com o fundo.

Muita Paz!


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O Grande Mal da Humanidade é a Religião

Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Quem criou o Diabo, Deus ou o homem?

Até onde sei, de todas as crenças a única que personifica o Diabo como um príncipe do inferno é a Cristã (protestantes e católicos). Todas as outras não o personificam como um ser responsável por lutar com Deus para conquistar as almas dos humanos.


Mas e a resposta à pergunta lançada no título, qual seria o responsável pela criação de uma criatura destas? Levaremos em consideração duas premissas e analisaremos cada uma separadamente. Deus criou o Diabo e O homem criou o Diabo. Vamos lá...


1) Deus criou o Diabo

Todos nós sabemos que Deus tem atributos que NENHUM outro ser tem. Deus é a inteligência suprema do Universo, causa primeira de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Todas as leis da natureza são leis divinas, pois Deus é seu autor. Sendo Deus a inteligência suprema, podemos concluir que ele é onisciente. E se Deus é eterno, ele é atemporal. Partindo dessa conclusão, que todos irão concordar, gostaria de conduzir uma linha de pensamento que nos levará a resposta mais lógica e racional. Iremos abordar alguns itens que a Igreja afirma em suas sustentações da existência do Diabo.

O Diabo é um anjo caído: Os anjos são seres perfeitos. Logo se são perfeitos, nunca erram. Tampouco teriam a ousadia de pensar em tomar o lugar do Soberano Deus. Sabendo disso, o Diabo era um anjo?

O Diabo é o príncipe do inferno: Se o Diabo é o príncipe do inferno, Deus criou o inferno e o Diabo, pois Deus é o criador de TODAS as coisas. Vamos analisar com calma duas assertivas que se sustentaram durante séculos.

  • Como se acredita, o Diabo tem o papel de lutar contra Deus para ver quem conquista mais almas na humanidade.
  • Com base no livre arbítrio o Diabo influencia o homem para o mal e, de acordo com o mal que faz, terá sua alma jogada no inferno para sempre.

Ambas as assertivas têm falhas gravíssimas. A primeira delas quebra de uma só