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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Lei de justiça, amor e caridade

875) Como se pode definir a justiça?
– A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.

O senso de Justiça é natural no ser humano. Isso é tão verdade que, tirando os psicopatas, as pessoas se sentem revoltadas quando vêem injustiças ocorrerem. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas nada tem a ver com o progresso intelectual. Por isso, não raramente, enxergamos em homens simples e primitivos senso de justiça mais aguçados do que nos outros.

Apesar de comum, o senso de justiça pode ser diferente para um e outro. Às vezes um acha justo o que o outro acha injusto. É como a questão "Gosto não se discute", mas em se tratando de justiça, não há o que discutir. Ou é ou não é justo. Se assim não fosse, não existiriam leis de justiça para julgar o povo. Sinal de que o o senso comum aponta para uma única interpretanção do que é justo. Entretanto, de acordo com o progresso de cada um, pessoas podem enxergar justiça onde na verdade não existe. Isso é fruto de um falso ponto de vista.

"Não façais aos outros o que não quereis que vos façam" é a melhor frase que expressa o verdadeiro senso de justiça. Quando estamos preocupados em seguir o caminho que nos leva ao céu, quando estamos em uma situação que não sabemos como agir, essa é a máxima que deve ser levada em consideração. Pense o seguinte: "seria justo se isso acontecesse comigo?"

886) Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade como a entendia Jesus?
– Benevolência com todos, indulgência com as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.

A caridade não se limita a esmola ou a beneficiar outros com artigos materiais, que a traça corrói. Como os espíritos disseram, trazendo novamente os ensinamentos do Mestre de forma mais contemporânea para homens mais intelectuais do que os de dois mil anos atrás, a benevolência, indulgência e o perdão é o que consiste a caridade que tanto nos cobramos, mas nem sempre sabemos como pô-la em prática.

Para encerrar essa safra, quero colocar uma mensagem de São Vicente de Paulo sobre a Caridade que se encontra no Lívro dos Espíritos, pergunta 888.

"A verdadeira caridade é sempre boa e benevolente, tanto no ato quanto na forma. Um serviço que nos é oferecido com delicadeza tem seu valor aumentado; mas se é feito com ostentação, a necessidade pode fazer com que seja aceito, porém o coração não se sente tocado.

Lembrai-vos também que a ostentação tira, aos olhos de Deus, o mérito do benefício. Jesus ensinou: “Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita”, ensinando a não ofuscar a caridade com o orgulho.

É preciso distinguir a esmola propriamente dita da beneficência. O mais necessitado nem sempre é aquele que pede; o temor da humilhação tolhe o verdadeiro pobre, que sofre sem se lamentar; é a esse que o homem verdadeiramente humano deve procurar sem ostentação.

Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei. Lei divina pela qual Deus governa os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados; a atração é a lei de amor para a matéria inorgânica.

Nunca vos esqueçais de que o Espírito, seja qual for seu grau de adiantamento, sua situação como reencarnado ou no mundo espiritual, está sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior diante do qual tem esses mesmos deveres a cumprir.

Sede caridosos, praticando não apenas a caridade que tira do bolso a esmola que dais friamente àquele que ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes para com os defeitos de vossos semelhantes. Em vez de desprezar a ignorância e o vício, instruí-os e moralizai-os. Sede doces e benevolentes para todos que são inferiores; sede doces e benevolentes mesmo em relação aos seres mais insignificantes da criação e tereis obedecido à lei de Deus."

Domingo, 30 de Março de 2008

A Lei de Liberdade

A liberdade que iremos abordar hoje é um pouco mais ampla do que a que estamos acostumados a lidar casualmente. Estejamos com a mente mais aberta para tentar compreendê-la.

Acreditamos ter liberdade absoluta em nossa vida. Isso é uma sensação enganosa, visto que desde que vivamos em sociedade, jamais estaremos livres para fazer o que desejarmos. Somos educados a respeitar o direito dos outros, a cumprir deveres, etc. Estamos sempre presos a alguma responsabilidade, seja para com outros, seja para conosco. Contudo, temos uma forma de liberdade que ninguém pode nos tirar, a liberdade de pensar.

Pensar envolve o raciocínio, o desejo, a intenção. Nem sempre traduzidas em ações, às vezes porque estamos presos a paradigmas sociais ou, por vezes, por estarmos presos às nossas imperfeições, quando as intenções e os desejos são mais sublimes.

Sabendo disso, podemos adentrar no objetivo dessa parte das Leis Morais bastante extensa.

Nós, antes de chegarmos a essa Terra, enquanto na erraticidade, fazemos o nosso plano de vida. Escolhemos o tipo de provas que temos que enfrentar para atacar algum aspecto negativo da nossa imperfeição que precisa ser corrigida através da encarnação. Escolhendo certas provas, estaremos suscetíveis às tentações de acordo com a intensidade da prova. Vale ressaltar porém, que o plano consiste de um tipo de prova, não dos atos certos ou errados que cometemos, mas das suscetibilidades que passaremos. Seremos abençoados ou não de acordo com a nossa posição perante aos percalços que nos atravessam o caminho.

Como sabemos, somos sugestionados por Espíritos todo o tempo - bons e maus - temos a liberdade de ignorar as sugestões que nos são endereçadas, assim como temos a liberdade de ignorar um conselho, uma sugestão de um amigo. Nisso consiste a livre arbítrio. Sem o livre arbítrio seríamos máquinas, não poderíamos ser condenados pelas nossas faltas e nem abençoados pelos nossos méritos, seríamos máquinas.

Sabendo disso, a liberdade nos é plena. Tanto de pensar, quanto de agir perante às adversidades da vida. O homem não pode esquivar-se de seus atos com desculpas de ter nascido dessa ou daquela forma, pois como Espírito fez a sua escolha e deve seguí-la segundo o seu planejamento. Querer é poder.

Esse assunto da liberdade é vastíssimo e abrange vários aspectos que se tornariam cansativos reproduzí-los aqui. Para quem quer se aprofundar, leia o Livro dos Espíritos no capítulo que fala sobre a Lei de Liberdade.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Lei de Igualdade

Todos os homens são iguais perante Deus. Ele fez as suas leis iguais para todos. O sol nasce para todos. Todos os homens, tanto o rico quanto o pobre, nascem da mesma forma e morrem da mesma forma. Nada trazem e nada levam desta Terra.

A diversidade de aptidões nos faz crer que Deus deu mais a um do que a outro. É uma questão dos que ignoram a diversidade das vidas. Uns espíritos possuem mais experiência que outros, fazendo com que desenvolva faculdades mais rapidamente. Entretanto, existem aqueles que procuram em todas as suas vidas passarem por situações que elevam o espírito, fazendo com que evoluam de forma mais rápida que outros que já tenham vivido muitas existências. Mas a diversidade de aptidões é algo necessário para a evolução da humanidade. O que um não faz, o outro faz. Dessa forma todos poderão empenhar um papel útil.

Desigualdade social também tange a igualdade, porém é algo criado pela natureza humana. A nossa inferioridade faz com que discriminemos grupos de pessoas mais ou menos elevadas conferindo a uns mais poder sobre o outro. Com o decorrer do tempo a desigualdade social irá se extinguir da nossa civilização, fazendo com que verdadeiramente saibamos viver como irmãos. Enquanto estivermos embrutecido nos sentimentos baixos, o poder será, infelizmente, a forma de impor o desejo de um sobre o outro.

Os que procuram através da sua superioridade social usar de poder desnecessário e às vezes até ofensivo para com os mais fracos, esses irão infalivelmente responder por esses abusos. Sofrerão tudo o que fizeram os outros sofrerem. É uma lei tão certa que Jesus Cristo até retratou nos seus evangelhos quando disse: "Pedro, embainha a tua espada, pois quem matar com a espada, pela espada será morto!"

Outro tema que pensamos bastante a respeito é a riqueza. Quando bem adquirida, tem a sua origem pelas aptidões mais aguçadas que um tem em relação a outro, é um curso natural, é uma conseqüência. É natural que o fruto do trabalho de um engenheiro seja maior que o de um faxineiro, não significando isso que um seja melhor que outro.

Não é relevante falar que toda a riqueza adquirida de forma ilícita ou duvidosa, além de ficar por aqui para os herdeiros ou para o governo, o “detentor” dessa riqueza prestará contas ao Criador. A riqueza é uma prova dura, pois os ricos por terem mais chances de fazerem o bem, não o fazem, fazendo antes disso que suas necessidades aumentem de acordo com o aumento do patrimônio, conseqüentemente crescendo mais o egoísmo. Lembrando que o simples fato de não fazer o bem, já é um mal.

Da mesma forma, a pobreza é uma prova dura. Torna-se prova porque através da pobreza temos que exercer a preciosíssima paciência, que não é fácil. E não raras as vezes contemplamos pessoas sucumbirem à prova e acabam blasfemando contra Deus.

Mas é válido notar que ser rico ou pobre é uma escolha feita pelo próprio espírito antes de reencarnar. Cada um escolhe, segundo o seu estado de consciência, a forma com que viverá a vida seguinte segundo a necessidade de evolução que lhe é característica.

Outro fator que gera desigualdade na raça humana é a distinção dos sexos. Homem e mulher são características puramente materiais, biológicas. Todos somos espíritos, seres assexuados. Somos todos iguais perante Deus. Materialmente falando porém, a mulher e o homem são diferentes. Isso porque cada um tem aptidões diferentes, para que possam empenharem papéis diferentes. A um Deus deu mais força, a outro, mais sensibilidade. Cada um no seu papel, trabalhando em conjunto e com o respeito fraterno, conduzem uma relação que é agradável a ambos e a Deus.

Falamos hoje basicamente de 3 tópicos que concernem a igualdade: Diversidade de aptidões, diversidade de riquezas e distinção entre homem e mulher.

No fundo, com um estudo e reflexão aprofundados, veremos que nada do que damos tanto valor aqui na Terra, tem valor do lado de lá. Junto com os nossos irmãos que vivem a verdadeira vida, veremos que nenhum conhecimento específico, riqueza, título ou diploma, contará para nós quando fizermos a passagem. Basicamente, o que nos dará mais ou menos crédito será o quanto de boas obras realizamos na nossa existência.

Quando você chegar lá no plano espiritual, não vão perguntar o quanto você teve, mas o quanto de boas obras você fez!

Muita Paz!

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

A Lei do Progresso


Tudo progride. As plantas, os animais, o homem e, não menos lógico, o Espírito. Lançando um olhar ao passado mais remoto e acompanhando-o até o presente século, é impossível negar o progresso dos habitantes do globo, mesmo quando às vezes parece estacionar, ou até mesmo regredir.

É colocado na essência de todos os homens o germe que nos impulsiona ao progresso. Podemos abranger esse progresso em duas frentes: intelectual e moral. O progresso intelectual se dá com o avanço da tecnologia, arquitetura, engenharia, medicina, enfim, tudo o que diz respeito ao progresso material que não tem ligação com a essência do ser humano. A moral, por sua vez, é o que lida com questões mais elevadas, tais como o amor ao próximo, caridade, respeito, etc. Qualidades que são mais sublimes e possibilitam aos homens a viverem verdadeiramente como irmãos.

Nunca o homem (ou a humanidade) regride. Por mais que às vezes isso pareça contraditório. No máximo se mantêm no seu estado até que um dia continue a sua marcha. Quando Deus, de sua Glória, vê que algo precisa de um "empurrãozinho" tanto no que diz respeito ao intelecto quanto a moral, envia transformações físicas e/ou morais para que o homem seja capaz de refazer conceitos, tornando assim, através do trabalho, a marcha do progresso constante.

O intelecto e a moral, apesar de pedras angulares no progresso, não marcham juntas. Muitos povos, às vezes muito avançados intelectualmente, parecem mais brutais, mais ligados à matéria, abusam de povos menos avançados. Pobres são eles, pois por não saberem lidar com tal avanço, serão julgados conforme as obras que praticaram. Porém, como a marcha é sempre para frente e para cima, o próprio avanço intelectual fará alcançar virtudes inerentes ao Espírito, discernindo cada vez mais o bem e o mal e, através do livre-arbítrio, entender como deve proceder para continuar nessa marcha rumo à perfeição.

Acreditar que não evoluímos mais, é acreditar que somos perfeitos. O que é um absurdo.


Muita Paz!

Domingo, 2 de Março de 2008

Lei de Sociedade

Relatando mais uma das Leis Morais, falaremos agora da Lei de Sociedade. Essa Lei que não é preciso nem mesmo ter conhecimento da Doutrina Espírita para saber que ela é essencial para o desenvolvimento humano.

Os homens têm, além das necessidades básicas, a necessidade de viver em grupo. Numa sociedade onde possa casar, ter filhos, trabalhar, ter amigos, tirar e dar conselhos. Por essa razão a Consciência Cósmica (Deus) criou diversas sociedades que populam o globo terrestre. Assim, o homem pode desempenhar o seu papel para o próprio avanço e para o avanço da sociedade em que vive e conseqüentemente a sociedade prestando seu papel contribuirá para a evolução da humanidade como um todo. Para entender isso, basta lançar um olhar para o passado histórico da nossa Humanidade e poderemos ver o que isso quer dizer.

Em contrapartida existe sempre aquele que ou por ignorância ou por vontade infringe as Leis Cósmicas (Divinas). Pessoas que optam por viver no mais absoluto silêncio, retirada do convívio social, não tendo filhos, não tomando um companheiro para o casamento, etc. Isso é uma prova explícita do egoísmo entranhado na crosta do coração humano. Se não houver convívio, como poderá ser útil aos demais e exercer o amor e caridade? Se não se casar, como haverá filhos? Se não houver filhos, como se dará a expansão da Família de Jesus? Ou como daremos a oportunidade para os espíritos que necessitam passar a sua estadia aqui na Terra? A reencarnação precisa que um casa reproduza filhos. Lembrando que aquele que não faz o mal, também não faz bem e, por essa razão, não é menos culpado do que aquele que faz o mal.

Muita Paz

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Lei de Destruição

Para que os leitores que caíram agora nesse espaço possam entender o que está se desenvolvendo aqui, sugiro que leia os artigos pretéritos: A Lei Natural, Lei de Adoração, Lei do Trabalho, Lei de Reprodução e Lei da Conservação. Os artigos anteriores sintetizam uma das partes do Livro dos Espíritos que tratam das Leis Morais. Leis sintetizadas e compiladas pela falange de trabalhadores de Jesus para conduzir no curso da humanidade rumo à perfeição de forma que pudéssemos entender através do pensamento articulado através da palavra e da escrita. Aplica-se ao nosso estado de evolução atual e, acreditem, ainda estamos um tanto distante de aplicá-las em sua completude.

Exemplo simples de transformação na Natureza

Retomando o propósito do artigo, a Lei de Destruição é aquela que diz respeito às transformações causadas pelas “destruições” realizadas em todos os tempos da humanidade. Seja por homem, seja pela própria natureza. O que chamamos de destruição, não é nada senão uma transformação, pois na verdade o que se destrói ou se reestrutura de forma melhor ou é sobreposta por algo mais adiantado.

Enfrentamos a transformação desde os tempos mais remotos do nosso globo. Sejam através de desastres naturais, guerras, revoluções sociais, morais, intelectuais, religiosas, etc. Não que Deus seja favorável às barbáries humanas, como as guerras, mas a própria inferioridade do homem é aproveitada para que tudo se renove com o decorrer dos séculos. Estamos muito longe de alcançarmos uma evolução que possamos realmente viver como irmãos aqui na Terra, mas se compararmos alguns séculos ao século presente poderemos notar o quanto avançamos desde então. Atos de violência que eram naturais na época, hoje para nós é um ato de barbárie, por exemplo.

Contudo, a necessidade de destruição diminui à medida que o homem evolui. O homem tornando-se mais capaz de interpretar as coisas pela razão, ponderar seus atos e sublimar seu coração procurando realizar boas obras e viver fraternalmente, a transformação torna-se muito mais sublime. O poder da razão, do raciocínio, da inteligência e da fé vai se aprimorando com o decorrer do tempo e vamos nos tornando cada vez mais responsáveis por nós mesmos, compreendemos melhor o que é o nosso Deus e as suas Leis que regem o cosmos. Deixamos de colocar a culpa dos nossos atos falhos em Deus, paramos de pedir a Deus, por exemplo, para nos ajudar a tirar dez em uma prova de concurso, mas não pegamos uma vez se quer no livro para dar uma estudada. O homem torna-se mais consciente e tudo se transforma de maneira suave, sublime, angelical.

Podemos até realizar perguntas do tipo: guerras, penas de morte e atos do gênero não são formas de transformar a humanidade? Até certo ponto, sim. Hoje as pessoas que habitam este orbe já têm uma consciência formada para entender o que é certo e o que é errado e persistir no erro é uma forma de estacionar e querer ser “castigado”. Sabemos que matar pessoas, destruir a natureza e/ou animais para consumir além do que é necessário, são coisas que infringem as leis morais no nosso estado de evolução atual, entretanto a Lei de Causa e efeito entra em ação para que os homens possam prestar contas de tudo o que fez que não somasse nada ao bem comum, nem ao seu próprio bem.

Notemos que nada morre ou se acaba na Natureza. Tudo se transforma. Enfrentamos transformações desde que saímos do ventre de nossa mãe, passamos da infância, adolescência, fase adulta, velhice e na morte, destruição do corpo.

Muita Paz!

Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

A Lei da Conservação


A lei da conservação é uma Lei Natural. Todos os seres a possuem. Uns por instinto outros racionais. Essa lei foi imposta por Deus para os seus criados para que pudéssemos contribuir para o cumprimento dos desígnios do Criador, que ainda não nos é claro quais são exatamente. Além disso, esse instinto de conservação que habita em todos nós contribui para que possamos andar nessa estrada que nos conduz à perfeição.

Existem vários aspectos de conservação, um dos que podemos abordar é o meio de conservação que Deus nos concede. A nossa Terra, a sua composição natural, provê-nos todos os meios necessários para que possamos sobreviver. Tudo o que precisamos está integrado à natureza seja no solo, no mar ou no ar. Porém, por pura imprevidência de nossa parte, seres humanos, extraímos da Natureza não só o necessário, mas o supérfluo. Seja por razões de egoísmo ou de ganância. E depois que as substâncias da natureza escasseia, ficamos à mercê das doenças e nossos patrimônio não nos oferecem o que precisamos, a temperatura estável, por exemplo, qual o montante financeiro poderá torná-la estável novamente? Qual vil metal nos restituirá a camada de ozônio ou as calotas que se derretem a cada dia? Se o homem não fizesse para si tantas “necessidades supérfluas” jamais teríamos nos submetido à situação atual. Eis a violação de uma das Leis.

Para uns faltam os meios de conservação, é verdade. A provação que nos submetemos antes mesmo de nos adentrarmos ao plano físico e nos envolvermos da matéria já é conhecido, pois não existe efeito sem causa. Se hoje somos privados dos meios, é porque já privamos os meios de subsistência de alguém em uma das remotas existências.

Também, não é necessário nos privarmos de todas as coisas boas que existem na Terra. O trabalho gera o avanço da civilização, que conseqüentemente nos impõe novas necessidades. O bem estar não é nenhum “pecado” aos olhos de Deus. Trabalhamos para que possamos subsistir e aproveitar o fruto do nosso trabalho. Entretanto, o bem estar que adquirimos com a privação dos meios de conservação do nosso semelhante, isso sim, deve ser repensado, pois certamente não estará agradando a Deus. Deus colocou em nós o germe que nos faz desejar as coisas boas da vida para que possamos encontrar os meios para alcançá-lo. Contudo, é possível que esses desejos sejam desenfreados querendo nos conduzir ao excesso. Mas Deus não faz nada em vão. Sendo o excesso algo condenável aos olhos de Deus, devemos trabalhar a nossa razão para identificarmos quando chegamos aos meios que nos satisfaçam. Uns usam a razão, outros a experiência própria, vivendo as conseqüências de uma vida excessiva.

Existem aqueles que procuram o bem estar não só material, mas o bem estar espiritual através de privações, tais como, privação de comer certos alimentos, meditação ostensiva, etc. Perguntem-se: Qual é a real necessidade de tais privações? Se a única idéia é a de melhorar-se, crendo alcançar virtude, engana-se! É egoísmo quando o foco da nossa vida é a preocupação somente conosco. Devemos alcançar a virtude das nossas almas primeiramente optando por uma vida baseada numa lei Evangélica: “É dando que se recebe.”

Paz, Luz e Bem!

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

A Lei de Reprodução


A reprodução é uma lei natural. Devido a essa lei se entranhar na mente humana, temos costumes que são marcos na marcha evolutiva da sociedade, como por exemplo, o casamento monogâmico. Por outro lado, existem costumes que denotam a nossa inferioridade e mostram o quão distantes estamos de uma verdadeira perfeição tanto material quanto espiritual: métodos contraceptivos.

O casamento, uma união entre dois seres de sexo oposto, é uma das formas de notarmos o nosso progresso. O casamento monogâmico se dá através da união e afeição entre dois seres de sexo oposto. Sendo assim, é possível expressar os mais sublimes sentimentos de afeto, amor, carinho, companheirismo, abnegação e caridade. Esses sentimentos sublimes não são possíveis de serem expressos em uma relação poligâmica, visto que o único sentimento que rege esse relacionamento, sentimento muito carnal, diga-se de passagem, é o sexual, desejo puramente humano.

Talvez você possa estar se perguntando: “Mas como pode os métodos contraceptivos se mostrar uma inferioridade? E o controle de natalidade?”. Deus criou o homem e a mulher para reproduzirem e popular a Terra. Por isso, a poligamia em um tempo da humanidade foi uma prática aceitável, pois a terra precisava preencher seus espaços. Vale ressaltar que naquela época também não existiam métodos contraceptivos como temos hoje. Então, chegou um tempo que a humanidade evoluiu e viu que o mais correto era o casamento monogâmico, porém o método contraceptivo foi inventado. Como Deus não permite que nada seja feito em vão, sabendo da inferioridade e necessidade humana pelo sexo, não iria permitir uma superpopulação no globo, atingindo limites que a nossa Terra não pudesse suportar, fazendo assim, de acordo com a nossa inferioridade, um método que pudesse controlar a população do globo. Na medida em que formos evoluindo, nossos desejos mais baixos serão substituídos por desejos mais nobres, fazendo com que certas tecnologias tornem-se totalmente dispensáveis para a nossa vida.

Encadeado ao assunto, podemos citar também o celibato. Celibato, para que não conhece é a opção que uma pessoa faz de não se relacionar sexualmente com ninguém. É uma prática condenável aos olhos de Deus, quando feita por egoísmo. Pois não estará acrescentando nada à Humanidade e enganando a todos com uma falsa imagem. Entretanto, existem os que optam pelo celibato para que possam se focar nas coisas mais sublimes a fim de serem úteis a humanidade, livrando-se de sentimentos baixos que envolvem a sexualidade e equilibrando as vibrações para que o coração e a mente fiquem focados no bem. Como se sabe, todo o sofrimento ou privação voluntária que traga algum benefício para outrem é bem visto aos olhos de Deus.

Na época em que a poligamia e o processo de população da Terra eram mais fortes que hoje, surgiram diversas raças que contribuíram para o avanço da Humanidade. E como tudo deve progredir rumo à perfeição, as raças também evoluíram (embora sejamos inferiores a algumas raças em alguns aspectos, como em espiritualidade comparando-se aos Egípcios, por exemplo). Raças mais evoluídas ocuparam espaço das raças extintas com novas culturas e crenças, ideologias e religiões. Certamente chegaremos a um tempo que seremos extintos e novas raças ocuparão nosso lugar, com novas culturas, línguas, religiões e crenças. Mais evoluídos tanto intelectual quanto moralmente. Esse é o curso natural, até que cheguemos à perfeição, como se sabe, estamos em uma época de transição.

Um traço que mostra a nossa superioridade com relação às raças anteriores é a Ciência. Hoje somos capazes de enxergar as estrelas dos céus e identificá-las de diversas formas, até considerando galáxias com estrelas orbitadas por planetas, e tudo isso sem misticismo. Hoje já não morremos por causa da gripe, já temos cura para muitas doenças que antes eram fatais. Temos computadores capazes de simular o raciocínio humano e tal tecnologia cresce exponencialmente a cada dia. Hoje somos capazes de criarmos alimentos em laboratório, clonarmos vegetais, animais e até humanos. Muitos podem até entrarem em discussões filosóficas ou religiosas com relação a isso. Todos temem o que é novo, isso é uma coisa natural de uma época em transição, assim como ocorreu na Revolução Industrial. Mas uma coisa é fato: o mundo está evoluindo. O homem só enxerga um lado do quadrado e acreditam estar criando tudo isso para benefício próprio ou para de sua pátria, mas Deus não permite nada em vão. Tudo isso, cedo ou tarde, contribuirá para o avanço de toda a Humanidade.

Muita Paz!

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

A Lei do Trabalho

O trabalho é uma Lei da Natureza. Tudo na Natureza trabalha. As aves do céu, as flores do campo, as folhas das árvores, os frutos, os animais terrestres e os aquáticos. A cada um Deus deu uma forma de lhes manter a vida. Aos animais, em sua inteligência limitada, Deus limitou seu trabalho para que dali tirasse o necessário para a sobrevivência, mas ao homem, animal que Deus dotou com o seu sopro de vida contendo sentidos, razão e intelecto, possibilitando-lhes aprimorar tais atributos no curso de suas existências, Deus impôs o trabalho para o progresso. Vejamos o porquê.

O trabalho é o combustível do progresso

O trabalho é uma necessidade imposta ao homem como meio de progresso e expiação ao mesmo tempo. É expiação, porque através do trabalho, o homem está sujeito ao trabalho para satisfazer suas necessidades. A expiação se dá de acordo com o grau de materialismo que o homem se encontra. Não pense que quando nos livrarmos dos fardos terrestres estaremos livres do trabalho, pelo contrário, estaremos empenhados em outros tipos de trabalho (menos materiais), pois a ociosidade seria um malefício para tudo que existe. Deus não pára, por que nós pararíamos? Em vez disso, quanto mais desprendido da matéria, menos trabalho material se exerce, pois passamos a enxergar tudo de forma diferente (além da matéria) e o trabalho passa a ser mais intelecto-moral do que capitalista-material.

O trabalho também é uma forma de progresso porque o homem cria para si expectativas e necessidades que exigem o trabalho para mantê-las e evoluí-las, consequentemente, essas necessidades são necessidades de muitos, como por exemplo a Internet. Com o trabalho empenhado há algumas décadas, foi possível beneficiar não um grupo restrito, mas toda a Humanidade, materialmente falando! Para isso, quanto maiores suas necessidades, maiores são as obrigações que lhe levem ao trabalho.

A forma com que a nossa sociedade enxerga o trabalho hoje, leva o homem a não querer trabalhar. Entretanto, infelizmente, é uma visão deturpada que devemos erradicar da nossa consciência. O trabalho é toda força empregada em um fim útil. Não é necessário estar diante de um computador cerrado em um escritório obedecendo a ordens de seu empregador e um salário esdrúxulo para estar trabalhando, muito pelo contrário, o trabalho, como dito, é toda forma de ser útil. Quais as formas que você encontra hoje de ser útil para você mesmo? E para os seus familiares, amigos e irmãos? Pense, certamente encontrará milhões de oportunidades de ser útil ao seu próximo, expressando as mais altas lições de caridade.

Talvez possa surgir o questionamento: “A riqueza me isenta do trabalho? Já terei fundos suficientes para viver até o fim da vida sem o trabalho.” – Talvez sim, mas do trabalho material. Se Deus deu a oportunidade de nos tornarmos ricos das coisas materiais, não significa que devamos estagnar a nossa inteligência por causa do montante de dinheiro que existe na nossa conta. Devemos progredir sempre! Se a vida não nos exige mais o trabalho material, o nosso trabalho deverá ser intelecto-moral, como dito anteriormente! Trabalhar para aprimorar e evoluir a nossa consciência e, sempre que possível, a inteligência dos nossos irmãos mais necessitados – isso também é trabalho!

Não obstante, não devemos ter aquela ansiedade desconexa de querer fazer tudo em um único dia. Tudo em excesso é considerado maléfico ao homem, até mesmo o trabalho! Há tempo para todas as coisas, já dizia o Rei Salomão no livro de Eclesiastes. O trabalho deve seguir até o limite das nossas forças. Nossas forças se esvaindo, devemos considerar o repouso. Não se engane pensando que o repouso só serve para repor as energias do corpo, não é só isso! O repouso também serve para que possamos colocar a nossa inteligência livre para quando voltarmos o trabalho, tenhamos novas idéias, conceitos e paradigmas que possam evoluir a forma de trabalhar, como sempre foi feito em todos os tempos até o presente momento.

Honra teu pai e tua mãe se queres prolongar teus dias de vida na Terra.
(Quarto mandamento da lei mosaica)

Falando em forças esvaindo-se, talvez pensemos: “E os que não têm mais forças de trabalhar?”, “E os que não têm ninguém por eles?”. Deus concede ao forte, forças para ajudar o fraco, mas não por aquele que tornou sua vida inútil para viver das custas dos outros, Deus não é injusto, mas para que pudéssemos ser útil aos nossos pais, por exemplo, que chegando à velhice, não possuem mais forças para erguer os braços ao arado, possamos fazer da velhice deles algo confortável e digna, expressando além de gratidão pela vida que nos proporcionaram, os sentimentos de amor que nos ensinou o grande Mestre Jesus. Falando dos que não têm familiares para lhes servirem de arrimo, é necessário que a sociedade cumpra esse papel, afinal, esse é um dos exemplos de caridade que o homem pode realizar para com o seu irmão.

Agora, será que você consegue enxergar o que é o trabalho? Sim?! Então, mãos a obra que a seara do Cristo não espera!


Paz e Luz!

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

A Lei da Adoração

Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás. Lucas 4:8


O que é adorar? Por que adoramos? Perguntas como essas ecoam quando paramos em um momento de introspecção para refletir sobre a nossa existência, não é mesmo? Elevar os nossos pensamentos a Deus em sinal de humilhação, gratidão e amor é a melhor forma de adorá-lo. E por que temos aquela necessidade de adorar? Porque, por sermos fracos e pequeninos, temos gravados na nossa consciência que existe algo muito maior que nós e que pode nos proteger, é como o sentimento de um filho para com o pai.

Muitas vezes pensamos que essa ou aquela forma é a melhor de adorar a Deus, mas isso é um erro infantil, talvez por nossa falta de sabedoria e pequenez perante as magnitudes do Universo. O ato de adorar é elevar o nosso pensamento a Deus, não importando a forma com que fazemos. É ligar o nosso pensamento no mais alto dos céus e fazer com que nosso coração fique enraizado na simplicidade e sinceridade do Evangelho para que possamos, ao menos, chegar aos pés do grande Deus. O que importa mais? A sinceridade do coração ou as práticas exteriores? O homem que adora a Deus pertencendo a tal religião e que não tem a sinceridade no coração ou o que se diz sem religião, entretanto com o próprio ser guiado pelas Leis Evangélicas?

Não obstante, é imperial saber que não basta viver uma vida contemplativa. É preciso saber que o simples fato de não fazer o bem já é fazer o mal. Viver de modo que não traga benefício algum à humanidade nem aos seus semelhantes é condenável e pode ser considerado até como egoísmo. É necessário que, além de orarmos com honestidade e sinceridade no coração, façamos o bem ao próximo como sinal de adoração a Deus. Afinal, qual é o pai que não gosta de ver seu filho sendo amado por outra pessoa?

Mais vale um ato de amor do que mil palavras.

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

A Lei Natural


A Lei Natural, também conhecida por Lei Divina é a lei que trata de todas as coisas que amparam o crescimento espiritual do homem conduzindo-lhe à perfeição. Tal lei é imutável, pois todas as leis que Deus faz são perfeitas, infinitas e imutáveis. Tudo passa menos as palavras de Deus. Nossa percepção com relação às Leis de Deus e ao próprio Deus mudam, mas Deus e suas leis jamais mudarão.

Todo o homem tem dentro de si uma centelha divina que lhe faz conhecer o bem e o mal. Desde os mais remotos tempos, o homem já possuía essa chama acesa dentro do ser (na consciência), pois quando Deus nos criou, fez-nos perfectíveis dando-nos condições e ferramentas para que evoluíssemos na estrada da perfeição celestial. Com o decorrer do tempo nas diversas encarnações em que somos submetidos, aprendemos mais um capítulo dessa cartilha até que, um dia, estaremos aptos a não só conhecer e acreditar, mas seguir e executar essa Lei sem que nos desviemos dela. E quando saberemos que estaremos realmente seguindo-a? Quando descobrirmos que o nosso coração e a nossa mente estiverem sublimados no maior mandamento que engloba todas as leis e todos os profetas: “Amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo.”

Resumidamente, a Lei Natural consiste em estar sempre focando os nossos atos e pensamentos no Evangelho, seguindo-o com todo o nosso fervor, de toda a nossa alma, com toda a força do nosso ser, fazendo ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem. Tal é a lei.

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