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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

E Depois da Morte?

Caros amigos,

Dessa vez trago para vocês uma mensagem que recebi por e-mail. Achei a mensagem tão profunda e esclarecedora, que resolvi postá-la aqui. Espero que gostem e, acima de tudo, reflitam a respeito.

Que Deus nos ilumine a cada dia.

Muita Paz!


Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Entrevista com Robert Happé



Amigos,

Estou deixando pra vocês aqui um pequeno vídeo de uma entrevista com Robert Happé, pesquisador espiritualista, que dá uma pequena palestra sobre um tema interessantíssimo e que instiga a muitos. É um excelente vídeo, espero que aproveitem bastante e, principalmente, reflitam a fim de fazermos um mundo melhor!

Muita Paz!

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

As Leis Morais

Amigos leitores deste blog, fui inspirado para escrever uma safra de artigos super-interessantes. Na verdade estendi a idéia dos últimos artigos que escrevi falando sobre A Primeira, Segunda e Terceira Revelações. Como eu constatei um grande número de visitas nestes artigos, resolvi abrir mais uma safra de conhecimento que ainda diz respeito à Doutrina Espírita: As Leis Morais.

Para tudo que existe nesse minúsculo planeta em que habitamos e que orbita essa magnífica estrela de 5ª grandeza em um cantinho da via-láctea, existem Leis que regem tudo o que existe. Cristo, por ser perfeito em todos os seus atributos e qualidades, criou uma gama de Leis que foram compiladas na Doutrina Espírita há 150 anos , quando se deu a Terceira Revelação. E será sobre elas que falaremos. São basicamente onze leis, a saber:

  1. Lei divina ou Natural
  2. Lei de Adoração
  3. Lei do Trabalho
  4. Lei de Reprodução
  5. Lei de Conservação
  6. Lei de Destruição
  7. Lei de Sociedade
  8. Lei do Progresso
  9. Lei de Igualdade
  10. Lei de Liberdade
  11. Lei de Justiça, Amor e Caridade

Em cada semana exporemos uma Lei onde tomaremos como base o Livro dos Espíritos. Faremos no final da exposição das onze leis, uma abordagem especial sobre a Perfeição Moral. Espero que gostem e se familiarizem mais um pouco com essa Doutrina que veio a fim de consolar muitos corações e esclarecer grandes mistérios que assolavam a humanidade, principalmente do ocidente, no decorrer dos séculos.

Paz e Amor a todos!

Sábado, 5 de Janeiro de 2008

A Terceira Revelação

O nascer do sol que acaba com as trevas da ignorância

Como as palavras de Jesus sempre se cumpriram, não haveria de ser diferente quando disse: "Não há coisa encoberta que não haja de manifestar-se, nem coisa secreta que não haja de saber-se e vir à luz". Não há outra razão para ele ter dito que enviaria o Consolador para nos fazer saber coisas que naquela época não tínhamos condições de saber, senão levantar o véu da nossa ignorância. Paira a pergunta no ar: E será que isso tudo já foi revelado? A resposta é: Sim! Acredite você ou não, a verdade está aí para quem quiser ver, nua e crua. Quem tem olhos que veja, quem tem ouvidos que ouça!

Desde a partida do Rabí deste orbe, seus discípulos se incubiram da responsabilidade de apregoar o Evangelho à toda criatura. Paulo, especialmente, foi um dos responsáveis pela disseminação da boa nova aos quatro cantos da Terra. Muitos passaram neste orbe desde então. Cada um com uma missão específica para a evolução da humanidade e do nosso planeta. Todos (ou quase todos) cumpriram eficientemente. O Envangelho já é algo conhecido no mundo, embora nem todos colocam-no em prática. É cumprida a palavra de Cristo: "O Tempo não há de vir até que o evangelho se faça conhecer nos quatro cantos da Terra". E o Tempo chegou!

Nas crenças mais antigas, muitos mitos ainda pairam na consciência dos fiéis. Muitos ainda julgam pela emoção o que deveriam julgar pela razão. Não põem à prova a doutrina que lhes é ensinada e aceitam-na como verdade com medo (ou respeito) de questioná-la, achando que Deus poderia fulminá-la por colocar em prática uma virtude que Ele mesmo nos deu: a razão. E por isso que Cristo nos enviou uma falange de trabalhadores para nos abrir os olhos. Para mostrar-nos que nós somos constituídos de inteligência, intelecto e razão. Que devemos utilizá-la da melhor forma possível para todas as áreas de nossa vida. E é com base nisso que temos capacidade hoje de questionarmos coisas do tipo: "Quem sou eu? De onde eu vim? Por que sofro tanto? Para onde vou? Por que nasci rico/pobre?". São tantas as questões que antes tinham respostas tolas, como do tipo: "Isso não é coisa que devemos saber, é oculto e só Deus sabe disso.". Na verdade, meus amigos, Deus realmente sabe de todas as coisas, mas muitas coisas nos é permitido saber, se não fosse por isso, Cristo, o Filho Perfeito, não nos diria coisas como mencionadas no início desse artigo.

Agora nós podemos dizer que nada é por acaso, que somos espíritos imortais expiando provas ou executando missões que nos foram atribuídas pelo Mestre ainda no plano espiritual. Que tudo que nós fizermos ao próximo nos será retribuído. Que todo o bem que fizermos, alcançaremos a benção de Deus e todo mal que fizermos sofreremos o mesmo mal. Hoje podemos saber que a vida não se extingue após o padecimento das funções orgânicas e biológicas do nosso corpo de carne. Podemos dizer que somos seres perfectíveis em constante evolução e ainda no início de uma caminhada infinita. Nós sabemos agora que fenômenos, antes atribuídos ao diabo, são nada mais nada menos que a manifestação dos nossos irmãos desencarnados sobre o mundo material. Sabemos que as pessoas que vêem espíritos ou até mesmo conversam com eles não são seres criados pelo demônio e amaldiçoados, mas são pessoas comuns iguais a nós que têm faculdades especiais em seu organismo que lhes tocam os sentidos expandindo a consciência para que se interaja com outros seres que não estão mais nessa crisálida que chamamos corpo.


Allan Kardec: Codificador da Doutrina Espírita

Estamos na época da razão. Na época em que tudo começa a fazer sentido para a nossa consciência. Onde a Justiça Divina se mostra ainda mais clara para os nossos olhos nebulosos. E graças à promessa do nosso Irmão Jesus, cumprida há aproximados 150 anos, quando nos enviou uma falange de emissários espirituais para codificar uma nova ciência, uma nova filosofia e uma nova religião - A Doutrina Espírita. Allan Kardec, um homem que foi incubido da missão de compilar e organizar essa Doutrina que os Anjos dos Céus nos passaram através de médiuns de todos quatro cantos da Terra, foi um dos grandes discípulos que abriu mão da própria vida para fazer cumprir a palavra de Cristo. Além dele podemos citar centenas de nomes, tais como Leon Denis, Camile Flammarion, Gabriel Delane, Chico Xavier, Yvone Pereira, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco... Isso sem falar nos demais que operam no anonimato.

Sendo assim, queridos irmãos, encerro assim essa lavra preciosa de artigos, conforme prometido. Fica registrado o conhecimento das Três Revelações.

Agora, ninguém precisa acreditar em nada do que eu falei. Mas cada um julgue pela sua própria razão.

Muita Paz!

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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

A Segunda Revelação

Como todos os estudantes que ainda não tomaram todas as lições para realizarem uma determinada tarefa, a Humanidade ainda tinha muito que aprender. Jesus Cristo passou os dez mandamentos a Moisés mediunicamente, porém, Moisés por ser um líder de um povo heterogêneo, precisava de outras leis que pudessem tornar o povo senão homogêneo, o mais próximo possível disso. Foi então que criou algumas leis, tais como: "Se uma mulher for pega em ato de adultério, esta deverá ser apedrejada até a morte". Decisões bem características para Espíritos que ainda precisavam passar por uma longa estrada nos caminhos para a perfeição. Essas leis foram tomadas como leis divinas e até mesmo deturpadas por religiões que faziam de tais leis uma fonte de renda.


Apesar de tudo, Jesus Cristo tinha conseguido o que queria quando enviou Moisés, grande parte Humanidade já era monoteísta. Acreditava-se no Deus vivo, no Deus único. O Alfa e o Ômega, tantas vezes salmordiado pelo Rei Davi. Tão defendido e profetizado por Samuel, Elias, Eliseu, entre outros emissários do Cristo. Estava realmente na hora de se cumprir a grande promessa tão profetizada pelos profetas dos tempos remotos. Era mister que o verbo se fizesse carne para cumprir a profecia de Isaías. O Mestre Jesus, comovendo-se no seu trono e preparando seu Espírito para se encarnar na Terra, fez-se presente no meio do povo de Nazaré. Era necessário que o Filho do Homem vencesse a carne estando na própria carne, por assim dizer. E qual foi o primeiro grande evento que o fez ser noticiado aos quatro ventos? Não desfazer as Leis de Moisés, mas fazer aqueles que queriam apedrejar Maria Madalena por ter sido pega em ato de adultério, penetrarem no fundo dos seus corações em uma profunda introspecção e notarem que existe uma sabedoria muito além e que todos somos pecadores. Jesus lia os seus pensamentos. Foi o suficiente para fazê-lo um grande Líder, o grande homem que anunciaria a Boa Nova através de seu grande ensinamento evangélico que farei questão de transcrevê-lo fielmente:

"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." Mateus 22:37-40

Quão grande a sabedoria e a pureza que o pobre carpinteiro de Nazaré tem em seu coração. Grandessíssimo e Honrado Mestre dos Mestres. Como pode um homem com algumas palavras colocar para trás toda uma Lei que perdurou quase dois milênios conduzindo toda uma popualação sem mesmo dizer uma palavra contra ela? Esse era o Verbo que as profecias falavam, era o advento do Cordeiro de Deus. A profecia estava cumprida e um novo marco estava implantado na Humanidade. Esse homem dividiu toda a História da Humanidade em duas eras. Esse homem realizou tão grandiosos feitos de cunho moral e espiritual que nenhum homem até hoje jamais realizou. Glórias a Deus nas alturas por ter enviado o seu filho, nosso irmão, para nos ensinar a chegarmos a Ele. Ele, Cristo, é o caminho. Ele é a verdade. Quem for através dele chegará ao Pai e terá vida em abundância. Esse era o ensinamento que conduziria a Humanidade por mais longos anos: "Fora da Caridade não há salvação!"

Mas não parou por aí. O próprio Mestre sabia que o trabalho não se findara ali. O povo precisava amadurecer os seus ensinamentos. Ele precisava enviar novos emissários para fixar no seio da Humanidade o Evangelho que a nortearia por mais um longo tempo. Porém, ele mesmo antes de voltar para o Pai, já alertou seus discípulos, que nos relata no Evangelho, que não ensinada e falara sobre todas as maravilhas do Infinito. A mente dos homens ainda era muito rude para compreender. Para todas as coisas existe um tempo determinado por Deus e, no tempo certo, o nosso Mestre nos enviaria O Consolador através do Espírito de Verdade para nos rasgar o véu que encobre nossa consciência e nossa visão para enxergar maravilhas muitíssimo grandiosas. Leia sobre essa promessa do Cristo clicando aqui.

Amigos. E qual seria essa Terceira e tão esperada revelação que haveria de restabelecer todas as coisas ensinadas pelo Cristo e nos trazer novidades do éter do infinito celestial?

Que Deus possa lhes proporcionar um ano de 2008 cheio de vitórias, luz, paz e harmonia. Que os vossos corações possam estar fundamentados no bem e focados na causa evangélica de trabalhar e amarmos uns aos outros assim como Deus nos amou de forma a nos enviar Cristo para nos conduzir ao Pai. Que tenham saúde, prosperidade e paz de espírito.
Amém.


Abraços Fraternos e Feliz 2008

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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

A Primeira Revelação

O mundo estava pronto, os exilados do planeta Capela (ou raça adâmica) já prepararam todo o ambiente com as civilizações antigas. O tempo foi se passando até que a humanidade, ainda escassa naquela época, estava pronta para receber o primeiro Messias. Os homens precisavam de alguém que pudesse os conduzir no caminho do Grande Arquiteto do nosso Planeta e, para isso, Jesus Cristo na sua infinita e magnânima sabedoria nos enviou um de seus falangeiros incansáveis para cumprir mais uma tarefa que seria considerada um marco na evolução da Humanidade e do nosso Planeta.

Esse Espírito benfazejo encarnou-se no Egito e foi abandonado à beira de um rio pelos seus pais sob a ameaça de um Faraó que condenou à morte todos os primogênitos até determinada idade. Este homem foi encontrado pela filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe atribuiu o posto de príncipe do Egito. Nisso já podemos ver como são perfeitos os planos do Grande Mestre. Aos 40 anos de idade aproximadamente, por matar um egípcio em um momento de cólera, fugiu do império egípcio para não ser condenado à morte, foi quando se juntou ao povo de Israel que estava escravizado no Egito. Esse homem, em sua mediunidade, freqüentemente intuído pelos seus mentores espirituais, adquiriu uma forma de liderança, que, diga-se de passagem, não lhe era característica, começou a conduzir aquele povo, e logo foi conhecido como o Messias que havia de libertar o povo de Israel das "garras" do Egito levando-os à Terra Prometida. Dito e feito – Os planos de Deus nunca falham.




Moisés subindo o monte Sinai

Falo de Moisés, esse grande homem que recebeu mediunicamente os dez mandamentos no monte Sinai. Escreveu o pentateuco mosaico que consiste nos cinco primeiros livros da Bíblia Sagrada e é a base para o Judaísmo hoje em dia, além de base histórica para algumas doutrinas protestantes. Legislador e conhecedor das coisas espirituais aprendidas nas escolas egípcias, soube conduzir o povo para que não fossem joguetes de ilusões dos Espíritos ainda imperfeitos que viviam na erraticidade. Daí a proibição de evocar os mortos, tão combatida por algumas doutrinas cristãs. Dado a ele um poder sobrenatural, para a época (a própria mediunidade que era muito comum entre os egípcios), tinha uma sabedoria espetacular. Foi grande profeta e divulgador do Deus único, uma heresia para os egípcios que eram politeístas. O Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente começou, a partir de então, ser o grande norte para a vida espiritual dos Espíritos aqui encarnados, fazendo assim, seguirem as suas estradas evolutivas e contribuindo para a evolução da humanidade e do planeta Terra como um todo.

Estabelece-se então a Primeira Revelação. O solo já estava sendo trabalhado para receber as primeiras sementes. A tarefa de Jesus Cristo estava cumprida. Cabia esperar a força do tempo conduzir a humanidade, com a força de alguns emissários do espaço infinito que foram enviados para várias partes da esfera terrestre para disseminarem as primeiras sementes no solo já arado por Moisés.

Tudo estava pronto para a Segunda Revelação, que será abordada no próximo artigo!

Muita Paz!



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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

As Três Revelações

Amigos leitores, estou preparando uma verdadeira safra de artigos que dizem respeito às revelações dadas à Humanidade nos últimos aproximados quatro mil anos. Estaremos perscrutando os caracteres de cada uma das revelações apontando seus pontos mais importantes e mostrando, apesar do tempo, quão atuais elas são.

O mundo está aí, cheio de novidades, muitas coisas boas acontecendo, mudanças científicas, filosóficas e religiosas sendo realizadas no coração da humanidade e pouca gente se dando conta dessa maravilha. A idéia é resgatar através dos três artigos que iremos abordar nas próximas semanas, um pouco da reflexão e consciência das pessoas e fazê-las atentar para o único caminho que nos conduzirá até a felicidade suprema, a Sião celestial, ao Paraíso, ao Céu, ou seja lá qual for o nome que queira dar...

Espero vocês nos próximos artigos. Na semana que vem iremos tratar sobre a Primeira Revelação, e nas semanas subseqüentes, as demais revelações.

Abraços Fraternos!

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

O objetivo das religiões do mundo

All religions, arts and sciences are branches of the same tree
(Albert Einstein)


Escrevi há algum tempo um artigo sobre as religiões e, infelizmente, fui mal interpretado por grande parte das pessoas que pegaram-se mais à letra do que a idéia lançada. Com esse texto tenho certeza que me farei entender de forma clara, simples e objetiva. Espero que compreendam e, acima de tudo, reflitam.

O que será que as pessoas pensam com relação a religião? Será que se perguntarmos para os religiosos "para que serve a religião?" eles saberiam responder? Aposto que pouquíssimos saberiam... Talvez por ignorarem o sentido da religião, talvez por nunca terem parado para pensar. Acredito eu que se parassem para refletir na religião em si, poderíamos viver em paz. Você pergunta, por que? Vamos à reflexão...

A palavra religião deriva de religere, que significa religar. Religar o homem à Deus. E como se daria essa religação? Através do conhecimento de si próprio, da reforma íntima praticada, independente dos dogmas, expressões exteriores, credo e/ou fé. O objetivo neste caso é fazer o homem um ser melhor. Melhor no sentido ético e moral. Fazer do homem uma forma de representação da divindade na Terra através da prática da caridade de Deus, a caridade anunciada por Jesus Cristo cujo manual é o Evangelho.

Se o objetivo é melhorar o homem, porque existem guerras entre religiões? Porque umas querem ser mais corretas que outras lançando anátemas àqueles cujo intelecto é menos esclarecido espiritualmente? Isso é um sinal de superioridade? Claro que isso é um sinal de inferioridade. É um sinal de que a religião não está servindo de absolutamente nada. Cumprir dogmas não é ser religioso. Ir à igreja para esquentar bancos não é ser religioso. Decorar toda a história da igreja não é ser religioso. Anatematizar o teu próximo não é ser religioso. Ser religioso é amar o próximo como a ti mesmo, é ter paciência para com o teu irmão, é ser indulgente para com as falhas do teu próximo, é ser mais crítico consigo mesmo e menos crítico para com o teu irmão. Eis os mandamentos das religiões.

Agora, porque será que se o coração das religiões são compostos do ensinamento como "Faça ao próximo o que gostaria que ele te fizesse", e mesmo assim ainda temos guerras e batalhas travadas cuja chulo objetivo é dizer que a religião A ou B é detentora de toda a verdade? Eis o grande câncer que acarreta essa batalha infundada, o egoísmo. Mas isso vai ser matéria para outro artigo!

O que nos resta agora é saber se, independente do nosso credo ou dogmas que praticamos, se nos apresentarmos à frente do grande Juiz, e ele perscrutasse o fundo do nosso coração e o mais íntimo dos nossos pensamentos, estaríamos aptos a exclamar em alto e bom som: "Senhor, fui justo e reto durante minha encarnação conforme o Evangelho do teu Filho Jesus. Conceda-me o privilégio de fazer parte da tua falange de trabalhadores para que eu contribua para a evolução dos teus pequeninos, meus irmãos."

Reflitam.

Muita Paz.

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

O Repouso

"Nada melhor que descansar após um dia de trabalho..."

É muito bom poder descansar depois do trabalho, não é mesmo? Afinal, ninguém é de aço. Até Deus, segundo a Gênese Mosaica, descansou após a criação do planeta! E porque nós não descansaríamos também? Até porque o descanso é a reposição das forças do organismo para que possamos continuar trabalhando.

No último artigo, falamos da benção que é trabalhar, no sentido mais amplo da palavra. Porém, como Deus em toda sua perfeição, também nos recomenda o descanço. Mas quando descançar? Quando as nossas forças estiverem se extinguindo. Isso é necessário para que possamos elevar a nossa inteligência, elevar o nosso espírito além da matéria. Mas como? Quando estamos em repouso, nossa mente trabalha de forma livre, sem o comprometimento de um trabalho. Conseguimos "trabalhar mentalmente" concebendo idéias que talvez não conceberíamos em atividade.

Na velhice, a famosa aposentadoria, também podemos dizer que é uma lei natural. O limite do trabalho do homem se dá até onde vai suas forças, porém, Deus nos deixa livres para que possamos continuar nosso trabalho. Nós vemos bastante gente que, mesmo depois de se aposentarem, continuam trabalhando. Uns por necessidade, outros por prazer, outros ainda por ganância, que é condenável aos olhos de Deus. Para aqueles que trabalham por necessidade, deveriam, segundo nos é ensinado pelos nossos irmãos do plano espiritual, que os que possuem ainda o vigor da idade, da força, provenham os meios para o resto da existência daqueles que não têm mais possibilidade de trabalhar. Assim, quando chegar a nossa vez, Deus possa prover também um anjo que supra a nossa necessidade. Dessa forma podemos colocar em prática o que muitos mantém nos lábios - a caridade.

Cabe a nós, trabalharmos e orarmos, como diz o Evangelho, e continuar a nossa labuta para que possamos repousar no momento correto com a sensação de "missão cumprida".

Muita Paz!


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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

O Trabalho


É dito por aí que o trabalho enobrece o homem. Existem alguns outros poucos que dizem que o trabalho deve ser realizado somente para manter as necessidades básicas do homem para sobreviver. Tenho lá minhas dúvidas. Outros ainda dizem que o trabalho é um castigo. Definitivamente, discordo dessa afirmativa. Mas, o que é o trabalho na verdade?

Antes de tudo devemos definir: Afinal, o que é trabalho? Trabalho é toda a ocupação útil. Seja material ou espiritual. Vamos agora entrar em alguns aspectos relevantes.

O trabalho material que temos conceituado no nosso consciente, é extremamente necessário para a civilização. Na medida em que a civilização evolui, nossos prazeres e necessidades aumentam, gerando cada vez mais trabalho para as diferentes classes para satisfazermo-los. Este trabalho, também nos evolui o intelecto e a capacidade de relacionamento. A cada dia de trabalho aprendemos a, ou lidar melhor com as pessoas, ou executar uma nova tarefa ou até mesmo aperfeiçoar uma tarefa que já vínhamos executando há muito tempo. Muitos enxergam o trabalho somente como uma obrigação, às vezes um castigo. Olha, cá entre nós, se isso for um castigo, é bom pra xuxu! Porque eu aprendo coisas novas, evoluo a minha capacidade intelecto-cultural e ainda recebo por isso! Além de contribuir, embora de forma modesta, para o crescimento da humanidade e para o benefício do meu próximo!

Além do trabalho remunerado, existe aquele que executamos muitas vezes sem o conceito de trabalho definido. O fato de, por exemplo, cuidar do filho do vizinho enquanto ele vai ao mercado fazer compras, já é uma forma de trabalho. Quando criamos uma casinha na árvore para os nossos filhos brincarem, também é trabalho. Quando colhemos frutos do pé de uma árvore, é trabalho. Na natureza, todos os animais trabalham. Todos aprendem em cada caçada, em cada subida de pé de árvore. Ninguém na natureza se alimenta se não trabalhar. Evoluímos em cada aspecto de trabalho citado até agora, consegue enxergar isso?

Agora, gostaria de falar de um trabalho especial. O trabalho espiritual. Aquele trabalho que fazemos para contribuição direta da elevação do nosso espírito. Existem os trabalhos realizados puramente no plano espiritual, seja através dos sonhos ou de desdobramento mediúnico consciente. Quando estamos trabalhando no plano espiritual, diretamente estamos contribuindo para a evolução espiritual de nós mesmos ou de outros. No plano espiritual, segundo nos é dito pelas entidades mais evoluídas que se comprazem de comunicarem-se conosco, o trabalho é exatamente igual o que temos aqui. Cada um com suas ocupações, com suas funções e com as suas ferramentas. Os amigos mais elevados que nós, que nos seguem todo o tempo, ditos anjos guardiões ou espíritos protetores, são trabalhadores incansáveis, por exemplo. Existem sim, trabalhos que talvez não tenhamos condições de entender, contudo, não deixa de ser considerado trabalho.

Existe também aquele trabalho que se dá em sintonia entre o plano material e o espiritual através dos médiuns. Pessoas com "organismos mais sensíveis" são intermediários do plano espiritual. Esse trabalho é puramente de servidão. Servir para ambos os lados. Talvez, para o homem espiritualizado, seja o mais satisfatório trabalho que exista. Podem-se desta forma de trabalho dar mensagens para pessoas que necessitam de algum alerta e/ou instrução, consolar famílias ou até mesmo instruir multidões, como foi feito com alguns médiuns de renome, como por exemplo Chico Xavier, Camile Flamarion, etc.

Digerimos algumas, das várias formas de trabalho que existem. Focamos em uma visão materialista e espiritualista, para não deixar ninguém de fora. Em ambos os casos, quando temos uma perspectiva futurística, enxergamos o quão útil é o nosso trabalho. Sabendo disso, podemos dizer com conhecimento de causa: O trabalho enobrece o homem.

Abraços Fraternos!

Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Aqui se faz, aqui se Repara

Ciclo de Evolução


Quem já não ouviu falar do velho ditado "aqui se faz, aqui se paga"? Querendo ou não, todos nós temos inconscientemente a idéia de diversas existências corpóreas. Creia você, ou não, a reencarnação já é um fato comprovado por diversos pesquisadores. A reencarnação já é uma crença há muito tempo, desde os hindus, budistas e taoístas. Todos crêem na subjugação do espírito às provas corporais sucessivas objetivando o melhoramento do "eu".

Outro aspecto interessante, que pode nos dar subsídios para crer na reencarnação, é a famosa pergunta que muita gente faz, geralmente crianças: "Para onde vou quando morrer?". Pense bem, uma pessoa que levanta um desses questionamentos certamente crê que algo existe além do corpo físico e que não se identifica com ele, visto que sabe que o "eu" irá para algum lugar que não é este que vivemos. Talvez outra dimensão, como é dito na teoria das membranas (M-Theory).

Se no fundo do nosso [in]consciente temos a idéia da existência da alma, certo é que algum destino deverá tomar no fim da vida corpórea. E qual será? Argumentos não faltam. Religiões, Ciência e mesmo a mídia já são aparatos para comprovar que a alma se mantém em algum lugar (em outra dimensão, talvez) e após disso, dependendo do que lhe falta para depuração, volta para uma nova existência neste planeta que nos oferece tantas oportunidades de aperfeiçoamento.

Fizemos o mal? Devemos repará-lo, pois Justiça é pagar pelos erros cometidos e ser beneficiado pelas virtudes alcançadas. Justiça não é, por alguns erros encarnatórios influenciados pela sociedade pecadora, ser jogado em um lago de fogo ardente para perecer até os dias da eternidade. Isso não é Justiça. Isso é conceito dos Judeus de dois mil anos. Por isso, seremos submetidos à prova tantas vezes quantas forem necessárias, até que estejamos pontos para subirmos mais um grau na escalada evolutiva. Aqui se faz, aqui se repara.

Abraços Fraternos!

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Fé ou Obras?

Fora da Caridade não há Salvação

Uns dizem que para chegar ao céu é necessário ter fé, em contrapartida, outras opiniões dizem que o que nos levará para o céu são as boas obras que realizarmos. O que você acha?

Desde que o mundo é mundo várias religiões existiram assegurando e ensinando seus dogmas para conseguirem o reino celestial. Moisés tentou montar um caminho mais plano para tal, deixando o retoque final para Jesus, que com grande Glória desceu do aconchego celestial para ser crucificado por seu próprio povo. Mas mesmo assim, com o poder das palavras e das idéias essa foi a Doutrina que mais se abrangeu em toda a Humanidade, apesar de nem todos a crêem.

Sem dúvida o Cristianismo também gerou suas diversas religiões. Católicos e Protestantes, por exemplo, crêem no mesmo Deus, falam do mesmo Cristo, apregoam o mesmo Céu, condenam ao mesmo inferno, mas ficam guerreando entre seus dogmas para saber quem é capaz de fazer mais prosélitos. Não conheço todas as religiões Cristãs, mas a maioria das que eu conheço se encaixa no mesmo exemplo citado acima.

Enfim, apesar de toda essa guerra de foice que existe entre algumas religiões, falemos então do que realmente nos coroará ao final de nossa jornada, a fé ou as obras?


A Fé é um artifício bastante ensinado pelas doutrinas cristãs. Muitas delas afirmam que só irá para o céu quem tem fé. A Bíblia fala que a fé é a base de todas as coisas (Aos Hebreus 11), mas não fala que é o pré-requisito para entrar no céu. Pra falar a verdade, eu também não consigo imaginar uma pessoa ignorante, intransigente, egoísta, orgulhosa, porém transbordando de fé entrando no céu. É meio ilógico você não acha?

Por outro lado, Cristo, o autor dessa grande religião que nos foi ensinada e que um dia tornar-se-á única, falou claramente que "Fora da Caridade não há Salvação". Fazer a caridade é, necessariamente, realizar obras. Obras benévolas, cheias de amor ao próximo e a Deus. Jesus fez caridades todo o tempo de sua vida. Ele, o Mestre dos Mestres, exemplificou na prática como devemos proceder. Se ele é o nosso referencial, não devemos seguir outro senão o Rabí. Agora sim, fica mais fácil conceber a idéia de alguém entrando no céu mesmo não tendo fé, mas realizando diversas obras levando em consideração a Doutrina do Grande Mestre. Fica mais racional, mais lógico, não é mesmo?

Eu tenho o meu ponto de vista com relação a esse questionamento: Fé ou Obras? Podemos dizer que uma pessoa pode ter a fé maior do mundo, mas se tiver uma fé cega, daquelas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz e que não realizam os ensinamentos do Mestre, para com esses, Deus terá que usar de Misericórdia no grande dia. Ter fé não significa realizar obras. Já, se uma pessoa realiza obras, muito provavelmente ela tem a esperança de um dia alcançar a vida eterna nos céus. E o que é a fé senão a esperança? A fé é a esperança das coisas que se esperam, já dizia Paulo nas cartas aos Hebreus.

Entre fé e obras, fique com ambos!

Um Abraço Fraterno!

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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

As Diversas Vidas

Uma representação das diversas vidas


Algumas vezes quando converso com espiritualistas que acreditam na reencarnação, percebo uma grande preocupação com duas coisas: ou a vida passada ou a futura. Mas e a vida presente? Diante de todo conhecimento que adquirimos com a Doutrina Espírita, temos sim preocupação com as vidas futuras, afinal, o que fizermos agora influenciará diretamente no futuro de alguma forma, mas não na vida passada, pois esta já foi a causa do que você vive agora, tanto de bom quanto de ruim.

Se pararmos para pensar, algumas pessoas que professam uma religião que abre espaço para a intelectualidade ou para saciar alguma curiosidade que não é resolvida com o conhecimento científico e/ou espiritual atual, preocupam-se mais com tais questões do que com a verdadeira essência da doutrina - o amor.

Como já foi escrito em um artigo anterior, Professar e Praticar tornam-se coisas totalmente distintas. Praticar algum rito, culto e/ ou dogma não vai fazê-lo melhor nem pior que um ateu. A Rerforma Íntima do Ser, que tanto falo nos artigos que escrevo e nas conversas com amigos, é o que deve ser o objetivo principal de todo o religioso. Como já disse Jesus: "Buscai primeiro o reino dos céus e as demais coisas lhes serão acrescentadas"; Neste caso, buscar o reino dos céus é encontrar dentro de cada um de nós, no universo que reside em nós, o amor que emana do Criador e partilhemo-o com os nossos irmãos.

Por fim, nada mais natural que nos aconselharmos sob da luz do Evangelho. Devemos sim nos preocupar com as questões científicas e filosóficas da nossa doutrina, pois faz parte e é um curso natural do nosso progresso, mas jamais devemos perder de vista os maiores ensinamentos que Jesus nos deixou: "Amai a Deus de toda a tua alma, com toda a força do teu Ser e de todo o teu coração e o próximo como a ti mesmo"

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Não é muito o foco desse artigo, mas há quem precise de provas para acreditar em vidas passadas, reencarnação, etc. Por essa razão, deixo aqui para vocês uns videos como referência.



VIDAS PASSADAS

Caso #1


Caso #2


Caso #3

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Liderar pelo exemplo

Esse tema foi foco de uma grande discussão no ano passado com o lançamento do livro O Monge e o Executivo de James C. Hunter, onde focou sua narrativa num dos maiores líderes que já tivemos. As pessoas puderam entender mais claramente, de forma simples e objetiva, o que é liderar. Ser líder, palavra bonita, imponente, forte e exalta muito. Tem benefícios, excelentes benefícios, mas como tudo que nos trás benefício, é necessário trabalho, diga-se de passagem, para ser líder, exige muito trabalho.

O líder é aquele que está disposto sempre a, em vez de liderar, servir. Isso mesmo! Parece paradoxal, mas o líder deve servir mais do que liderar, deve servir mais do que ser servido. Quando lidamos com um grupo heterogêneo não há como liderá-los, fazê-los pensar de forma unívoca sem que alguém com bastante força de idéias, alguém que as pessoas possam confiar, faça-os mudar os paradigmas. E fazer alguém mudar de idéia não é um trabalho simples, todos sabemos disso. Não devemos jamais impor a força, pois todas as lideranças que impuseram a força, o poder inquisitivo no lugar da humildade e da servidão, foram poderes que acabaram, cedo ou tarde, derrotados. Mas o aspecto da servidão é através das atitudes. Não devemos deixar muitas vezes um cargo que requer liderança, imponha sobre os subordinados o poder inquisitivo que intimida e quebra o relacionamento. Devemos, apesar da hierarquia, lidar com os nossos amigos de forma que faça-os sentir úteis, sentirem-se iguais a nós, que de fato são. Servir é o primeiro passo.

A humildade é o segundo passo que um líder deve dar. Saber ouvir, por exemplo, é um aspecto de humildade que poucos líderes possuem. Saber ouvir não é só ficar plantado na frente de uma pessoa escutando o que ela está falando maquinando ocultamente uma resposta, uma contra-argumentação para ignorar a idéia que lhe foi exposta. Saber ouvir é, além de escutar, pensar, meditar no que te falam, avaliar e dar-lhes o crédito de uma excelente idéia quando isso ocorre. Saber ouvir é quando uma pessoa tem uma idéia totalmente equivocada sobre determinado assunto, ouví-la até que termine, por mais estranho que isso possa parecer, e tentar mostrá-la, sem ser arrogante, o que ela está errando e tentar fazê-la entender o seu erro. Isso é um exemplo de humildade.

Outro aspecto muito importante de um líder é a sua inteligência. Não me refiro à inteligência cognitiva, intelectual, que dependendo da liderança que se exerça, pode ser um fator muito importante, mas falo da inteligência emocional. A inteligencia emocional consiste na capacidade de o homem raciocinar com os sentimentos. É saber interpretar, antes de mais nada, o que se passa com os seus próprios sentimentos e sabê-los domar. Ser inteligente emocionalmente, é não deixar a raiva te tomar por completo, seja lá qual for a razão. É saber entender uma pessoa difícil, lidar com ela e amá-la como qualquer outra pessoa. O líder, por mais alto que seja seu Quoeficiente Intelectual (QI), se não tiver o mínimo de Quoeficiente Emocional (QE) jamais poderá ser um bom líder.

Poderia me delongar em diversas páginas citando qualidades e atitudes de um grande líder por esse artigo, mas é claro que todos (ou quase todos) sabem o que um bom líder deve ter, por isso vou citar só mais um outro ponto que é super importante para um líder.

Renúncia! O líder tem que Renunciar! Renunciar aos seus próprios interesses. Renunciar à sua vida, sua individualidade. O líder tem que trabalhar em prol de um grupo ou sociedade ou até mesmo da humanidade, não deve estar focado egoisticamente nos seus próprios interesses, deve estar sempre visando o bem comum, nada mais. Será que estamos prontos para isso?

Agora que abrangemos alguns dos pontos que são fundamentais de um bom líder, vamos, em rápidas palavras, fazer uma "pequena" retrospectiva na nossa história. Não vou fazer comentário da personalidade nem do comportamento de nenhum dos líderes, mas vou deixar a cargo de vocês a análise com base no que foi exposto aqui e meditemos para que possamos aprender mais um pouco. São eles:

  • Jesus
  • Ghandi
  • Nelson Mandela
  • Madre Teresa
  • Allan Kardec
  • Getúlio Vargas
  • Che Guevara

É claro que não precisa ser conhecido num âmbito mundial para ser um bom líder. Você pode ser líder no anonimato, mesmo sendo o empregado, o membro da igreja ou o filho caçula da família. A única coisa que devemos fazer é ter disciplina e a força de vontade para fazer uma reforma no nosso comportamento e no nosso ser para que possamos nos adaptar a esses comportamentos, infelizmente, pouco comuns na nossa sociedade.

Você, amigo(a), que tem vontade de conduzir um grupo que siga os seus ideias, tenha como referência o grande mestre Jesus Cristo, o líder dos líderes, que andou sobre esse planeta cheio de pecados sem impor nada a ninguém, lavou os pés dos seus liderados e ainda morreu por todos nós na cruz do Calvário rogando ao Pai pelo Seu perdão para conosco, pois nós, criaturas imperfeitas na estrada da evolução, não sabíamos o que fazíamos. Cristo nos perdoou até por termos matado-o. Quer renúncia maior que esta? Quer maior amor que este? Quer servidão e humildade maiores que estas? É claro que para chegarmos ao nível do nosso Mestre levaremos milhares, ou até milhões de encarnações por este e outros planos, mas toda caminhada começa com um passo. Por que não dar o primeiro passo agora?

Que tal você falar o que você pensa sobre esse assunto? Deixe seu comentário! Vamos debater a respeito!

Um Abraço Fraterno!

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Conhece-te a ti mesmo

Estou agora num momento de introspecção ouvindo uma das centenas obras de Frédéric Chopin. Sua forma de dedilhar ao piano, a expressão que varia sutilmente do pianíssimo ao muito forte é de uma magnitude angelical, divina. Cada nota, seja breve ou longa, introduzindo suavemente através dos tímpanos diretamente no âmago da alma uma sensação de paz, serenidade, calma... A música é fascinante, é necessário muita sensibilidade, desprendimento do nosso cotidiano para poder entender o quão magnânimo é a música para o ser humano, poder dar valor a esse grande refúgio que Deus nos revelou para nos auxiliar na introspecção e no conhecimento do nosso Ser. E é sobre essa sensibilidade que eu vou falar hoje, a sensibilidade que temos quando desenvolvemos o conhecimento de nós mesmos.

Usualmente estamos focados em atividades do nosso cotidiano, tais como: trabalhar, estudar, cozinhar, lavar, passar, sair com amigos, etc. Sempre temos todo o tempo necessário quando se trata de cuidar de nossa vida material. Sempre encontramos tempo, por mais assoberbado que estejamos, para sair com amigos, tomar um chopp, ir ao cinema. Talvez por ignorarmos o assunto ou por pura displicência, nunca tiramos um tempo para fazermos uma viagem dentro de nosso Ser. Um verdadeiro tour que nos mostrará quem somos na realidade.

A reflexão é uma ferramenta importante que devemos nos utilizar para facilitar o conhecimento de nós mesmos. Conhecendo-nos temos a sensibilidade de estar sempre em sintonia com o divino, pois o divino está dentro de cada um de nós. Essa sensação de paz, harmonia, serenidade é alcançada quando conseguimos nos despir do preconceito, do egoísmo, da ganância, do materialismo. Consguimos enxergar algo além, muito além da matéria grosseira que nos envolve.

A esperança de uma vida futura sempre vem com a nossa "espiritualização". Nós somos capazes de ver que o que nos cerca não são nada perante o que é real: a vida espiritual. Essa estadia durante este planeta é só um estágio, uma fase, como muitos sabem, mas poucos confiam. É uma oportunidade que temos para depurar o nosso espírito e alcançarmos uma condição melhor.

Com o conhecimento de nós mesmos somos capazes de desenvolvermos o amor ao próximo sem ostentação, enxergaremos a beleza em todas as coisas criadas por Deus. E também, é claro, sentirmos no íntimo do nosso Ser a magnitude das melodias entonadas ao piano por Frédéric Chopin. :)

Que a Paz e a Harmonia possa inundar o nosso Ser!

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

O bem nada seria se não existisse o mal

Muito se fala que devemos fazer o bem. Mas o que é o bem? Para que serve? Já parou para pensar por que razão temos, na maioria das vezes, a preferência de seguir o bem e não o mal? Mas o que é o mal? Por que não seguir o mal? Estas questões são as mais importantes quando estamos pensando em seguir um caminho que nos dê algum benefício. Seja em um espaço de tempo curto ou longo, nesta ou noutra vida.

Todos nós temos desde pequenos senso do que é certo e do que é errado, mas qual é o parâmetro? Qual a nossa referência? Será que só sabemos o que é bom porque os nossos pais disseram para nós: "Meu filho, não faça isso porque isso é mal"? E aqueles que, por ironia do destino, mesmo sem pai e sem mãe conseguem trilhar o caminho que julgamos o caminho do bem? Infelizmente nem todos têm a mesma sorte...

Então, com uma reflexão profunda e com uma dose de espiritualismo, podemos concluir que o bem é tudo aquilo que segue as leis de Deus. Não matar, não roubar, não desejar a mulher do próximo, honrar nossos pais, etc. E isso é o que está entranhado em nossa consciência superior. Ninguém precisa nos ensinar hoje em dia que matar ou roubar é errado, porque temos dentro de nós um sentimento inato de que não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco. E isso é o que convencionamos de "bem".

E o que é o mal? Porque matar é mal? Por dedução lógica, podemos concluir que o mal é tudo aquilo contrário às leis de Deus. Pode pensar em qualquer coisa que você considera mal, qualquer coisa mesmo, e avaliar com sinceridade e senso crítico se Deus se agradaria do que você pensou. Se a sua razão julgou que sim, então isso é o mal.

Existe dentro de cada um de nós um sentinela que Deus criou com alguns atributos e características que nos conduz para o caminho da retidão, esse sentinela chama-se consciência. É a nossa consciência o nosso maior juiz. E o melhor de tudo é que ela está sempre julgando em favor do divino, ou seja, fundamentada nas leis Divinas. Uns tem suas consciências mais desenvolvidas que outros, mas isso tudo é uma questão de evolução, de estudo, de conhecimento. Chegará um ponto que nossa consciência estará tão afiada nesta Terra que ninguém precisará mais de um juiz para julgar os atos de ninguém, todos os homens serão seus próprios juízes.

Existe uma perguntinha, se você crê em Deus, que certamente você já deve ter feito: Deus criou o mal? Claro que não! Deus criou as suas leis imutáveis e deu à sua criação o livre-arbítrio. Como vimos acima, tudo que está de acordo com a lei divina, convencionamos que é o bem, caso contrário é o mal. Então quem criou o mal foi a própria criatura de Deus. Como foi figurado no Gênesis com Adão e Eva quando na alegoria Eva come a maçã, infringindo a lei do Criador, aí o mal se estabelece na consciência humana.

Entretanto, jamais deveremos abolir o mal, pelo menos por enquanto. O mal é muito, mas muito necessário para a evolução da humanidade. Como poderíamos galgar novos degraus da evolução se não houvessem barreiras, não houvessem provas que deveríamos transpor? O mal é o amigo do bem porque este é a ferramenta que temos para provar que podemos praticar o bem e, conseqüentemente, evitá-lo. Assim, de acordo com o nosso conhecimento maior das leis divinas, vamos alcançando novos planos, novas provas e novos méritos. Até chegarmos à perfeição angelical.

Agora que você já sabe disso, algo de mal que está acontecendo na sua vida atualmente, é uma ferramenta, um ponto de apoio para você subir mais um degrau na sua vida material/espiritual. O mal é uma ferramenta, devemos vê-lo não com medo ou repugnância, apenas enfrentá-lo e usar o bem para acabar com ele.

Pense nisso!

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

O Esquecimento do Passado

A reencarnação, embora bem antiga e comprovada biblicamente, é um assunto que veio a luz da consciência dos ocidentais há pouco mais de 150 anos quando Allan Kardec compilou as obras da Doutrina Espírita, obras estas que agregam assuntos doutrinários de cunho moral e novos assuntos da espiritualidade que antes eram conhecidos apenas por parábolas e parcamente compreendidos. Muitas são as dúvidas que circundam esse tema onde uma delas é: "Se existe a reencarnação, como nós não nos lembramos do que fomos nas vidas anteriores a fim de não cometermos os mesmos erros na vida presente?". E a resposta desta pergunta é o desenvolvimento deste artigo. Preparado?

Para os que chegam agora, antes de tudo, sejam bem vindos! Eu escrevi um artigo que fala sobre a reencarnação - Reencarnação: uma questão de Justiça. Este artigo explica de forma simples, didática e com referências (inclusive bíblicas), alguns aspectos que provam a reencarnação. Sendo assim, aconselho que leia o artigo citado anteriormente para melhor compreender o que desenvolveremos aqui.

Todas as vezes que nos desfazemos do envoltório material voltamos à nossa vida real, a espiritual. Lá temos consciência de todo o nosso passado. Sabemos se a nossa última reencarnação avançou ou estacionou na escala da evolução. Sabemos das nossas últimas reencarnações e do proveito que tiramos delas. Assim, podemos refletir se estamos avançando ou estamos estacionados no caminho da evolução. Este caminho requer esforço, reforma íntima e muito amor.

Quando voltamos, temos que reparar as nossas faltas passadas, mas no nosso estado atual de evolução não nos é permitido saber a causa da nossa expiação, pelo menos não conscientemente. Para que saibamos o que corrigir, nós escolhemos, ainda na espiritualidade, as provas e expiações que iremos enfrentar durante encarnados para reparar as nossas faltas ou para provarmos a fim de evoluirmos. Essa escolha se dá de acordo com o grau de evolução de cada um de nós espíritos que somos. Se possuirmos o desejo de evoluir, procuraremos os meios adequados e suscetíveis para alcançarmos o nosso objetivo. Como estamos em um grau muito baixo da escala evolutiva, as lembranças se dão de acordo com as intuições que recebemos que podem ser tanto para o bem quanto para o mal. Podemos notar isso quando somos tendenciados a fazer algo errado e a nossa, o que chamamos de índole, fala mais alto, convencendo-nos a não seguir tal caminho. Acreditamos muitas vezes que tal comportamento veio de nossos pais, que de fato veio, porém fomos nós que escolhemos isso quando estávamos na espiritualidade. Isso mesmo! Nós escolhemos até os nossos pais que contribuiriam para a nossa evolução. Se para as inclinações más temos tendências que nos ajudam a evitá-las, por que não teríamos também para as influências do bem?

A lembrança de todo o nosso passado pode nos ferir se tivemos comportamentos muito ruins que nos colocaram numa condição pior na vida atual. O esquecimento vem como a bondade de Deus para nós. Da mesma forma se fomos alguém de muito boa condição e hoje temos condição muito ruim, isso poderia ou atiçar o nosso orgulho ou nos deixar depressivos... Muitas pessoas, infelizmente, ainda se prendem muito no passado. Saber o que se foi nas vidas pretéritas só é útil quando se tem um objetivo muito nobre, caso contrário, devemos trabalhar para não termos surpresas desagradáveis ao fim da vida.

Da mesma forma que pessoas infelizes prendem-se no passado, as mais digamos "abertas", visam o futuro e o constroem com base nas lições aprendidas anteriormente. Isso não é ainda o nosso estado atual, pelo menos não de boa parte das pessoas. Prendemos-nos até no passado da nossa vida atual, imagina de outras vidas, que caos não seria? Mas existem espíritos de esferas mais avançadas, onde a matéria é menos densa e a moral muito mais elevada, que Deus lhes concede o privilégio de ter uma visão mais ou menos clara da suas vidas pretéritas a fim de aperfeiçoarem os seus caminhos para alcançarem os seus objetivos. Galgarem o caminho da evolução de forma mais direta e com menos impasses. Mas isso é um presente àqueles que conseguem atravessar essa fase que nos encontramos com força, determinação e muito amor a Deus e ao próximo. A lembrança do passado para eles de nada tem de atormentador, visto que são muito mais à frente de nós. Lembram-se do passado como um sonho ruim que contribuiu muito para o seu avanço.

Temos que ressaltar um ponto importante. Tudo o que aprendemos, jamais é esquecido. Na pior das hipóteses fica em estado latente em nossa mente, mas nunca perderemos o conhecimento adquirido, por isso que nunca regredimos. Sendo assim, o esquecimento não é do conhecimento adquirido, mas dos fatos bons ou ruins que vivenciamos. O conhecimento está sempre em nós. Podemos ver isso através das diversas características que moldam um homem desde a sua meninice. Uns mais inclinados ao bem, outros ao mal, outros ainda com vocações especiais para a música, outros para matemática e assim por diante. É o chamado conhecimento inato. Para nós, não importa nem com quem, nem como aprendemos as coisas, o que importa é que aprendemos e, se for bom, devemos colocar em prática. Você se lembra com quem e quando aprendeu a somar, multiplicar, dividir e subtrair? Lembra-se como aprendeu a ler? O que importa na verdade é que você já sabe. Da mesma forma é com o conhecimento adquirido em vidas pretéritas.

Este assunto é bem vasto, muitas coisas podem ser encaixadas neste contexto para desenvolvermos temas imensos muito bons de conversar. Vou deixar para vocês, meus amigos, a oportunidade de refletirem sobre isso. Pensem, mas pensem refletindo. Desprendam-se de todos os seus preconceitos que lhes impedem de abrir-vos a cortina da consciência. Finalizo então este artigo com a indicação de um filme muito interessante. É uma prova, um fato comprovado da Reencarnação. É um filme que vocês entenderão melhor tudo o que falamos no artigo sobre a reencarnação e neste. O filme é: Minha Vida na Outra Vida (Yesterday Children).

Muita Paz!