sexta-feira, 9 de julho de 2010

Provas e Expiações

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

E ai pessoal! Tomei coragem e arrumei tempo de escrever mais uma vez aqui, depois de algum tempo só postando vídeos. O tema é bastante importante e convida a reflexão. Porque justamente é algo que não acontece somente com um ou com outro, mas com todos, diferindo apenas na forma com que cada um lida com a situação.

Começando expondo alguns pontos da Doutrina Espírita, vamos entender o que é exatamente um mundo de provas e expiações, título deste post. Segundo Kardec, em O Livro dos Espíritos, ele classifica didaticamente a elevação dos planetas que povoam o universo, uma vez que acreditamos que todos possuem vidas, seja material, seja espiritual, seja material-espiritual (espíritos encarnados). E nessa explicação, existem, nessa ordem de evolução, mundos primitivos, de provas e expiações, os de regeneração, os felizes e os ditosos ou divinos.

Sabendo disso, é natural perguntar:
E a Terra, está em qual estado?
- De Provas e Expiações.
O que é exatamente um mundo de provas e expiações?
- De forma bastante simplista, é um mundo onde os espíritos encarnam para provarem as suas virtudes e/ou aperfeiçoarem algum aspecto moral que lhes marcam o perispírito.

Por provações podemos entender aquela oportunidade que nos é concedida para verificarmos se realmente aprendemos algo. Como uma criança numa escola, que estuda bastante tempo, acumula conhecimento o ano letivo e, ao final do ano, é submetido à prova, para testar seus conhecimentos. Naturalmente uns têm êxito e outros não. De forma similar é o nosso Planeta. Quando estamos na erraticidade - normalmente - procuramos entender as nossos pontos que precisamos melhorar, por exemplo, a humildade, a perseverança, a paciência e, quando encarnados, somos submetidos à prova para vermos se de fato aprendemos tais virtudes na prática. Isso por que no plano espiritual, fica mais difícil colocarmos à prova tais situações, uma vez que vivemos em grupos por simpatia e atração, ou seja, por sintonia. Não iremos conviver com os diferentes, mas com os mais ou menos iguais a nós, o que torna a tarefa muito mais simples. Imersos na carne, onde as percepções ficam muito mais limitadas, colocamos de fato à prova essas virtudes.

Por expiações, entendemos que é exatamente o caso em que submetidos à prova, não conseguimos lograr êxito, somos submetidos novamente à prova, para que possamos dessa vez, em circunstâncias mais, digamos, enfáticas, elaborar melhor o que não ficou muito bem na última reencarnação. Muitas vezes também, encarnamos para fazer valer a Lei de Causa e Efeito, onde uma reencarnação mal aproveitada, onde fizemos o mal, somos compelidos a entrar novamente na carne para resgatarmos os erros cometidos no passado, conforme nos ensinou Jesus falando da Lei de Causa e Efeito: "Quem ferir pela espada, pela espada será ferido"

Sabendo isso, pensamos no nosso dia-a-dia. Nas nossas dificuldades, provações, alguns fatos que ocorrem na nossa vida e que perguntamos para nós mesmos, o motivo dessa ou daquela situação. Lançando um olhar racional em cima do que nos ensina a Doutrina Espírita e o Evangelho, podemos começar a compreender muitas coisas que ocorrem conosco.

O fato é, estamos aqui para passarmos por isso tudo mesmo. Tanto as coisas boas, quanto as não tão boas. Uma vez que precisamos melhorar alguns aspectos da nossa essência e resgatar possíveis erros do passado. Cabe a nós criarmos situações, baseados nas Leis Divinas, no Evangelho do Mestre Jesus, para que possamos acelerar este processo. Seguindo o exemplo dado acima, fazermos algo como se fosse um intensivão. Naturalmente teremos dificuldades, mas é claro. Não estamos imunes a nada pelo fato de seguirmos a Deus, praticarmos o Evangelho, etc. Verdade é que estamos sujeitos às mesmas tentações, aflições que toooodo mundo. Não somos melhores do que ninguém. O vento que sopra lá, sopra cá também. Mas, como disse no início, a coisa muda de figura dependendo da forma que nós enfrentamos.

É natural termos pensamentos escusos, sermos tendenciados a executar essa ou aquela coisa. O "pecado" não está no ato de pensar, mas na irresponsabilidade. Uma vez que somos dotados de razão, e começamos a questionar a nós mesmos, se eu fizer isso que eu estou pensando, qual será a consequência para mim e para as pessoas que me cercam? Se as suas respostas trouxerem qualquer aspecto negativo que introduz algum mal na vida de qualquer que seja, certamente não é algo que devemos fazer, e é aí que está a grande virtude e sabedoria. Raciocinar a respeito e superarmos essas "tentações" através da razão.

Então, não se culpe quando tiver pensamentos torpes. Não se culpe quando sentir que quer fazer algo que é contra os seus princípios. Pare, pense e analise. Faça a pergunta, e depois? O que pode sobrevir sobre mim e sobre o meu próximo? Reflita! Afinal, Jesus já previa tudo isso e já nos deixou uma excelente palavra de ânimo!

Peace!