sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mediunidade

Há algum tempo falamos sobre a mediunidade neste blog (clique aqui para ler o artigo). Mas não nos custa nada relembrar e reciclar o nosso conhecimento, não é mesmo? Afinal, estamos sempre aprendendo uma coisa ou outra com a nossa experiência de vida e nada melhor que fazer a informação circular...

Em rápidas palavras, podemos dizer que o termo Médium e seus derivados foram introduzidos por Allan Kardec quando compilou a Codificação Espírita. O termo vem do latim e significa intermediador ou aquele que está no meio. Este termo foi adotado por crer-se que pessoas com faculdades orgânicas específicas tinham maior facilidade em intermediar o mundo dos encarnados e dos desencarnados. 

Na realidade, todos nós temos essa capacidade. Seja adquirida através de exercício, seja inato. Porém, somente as pessoas com a faculdade mais perceptível é considerada médium.

Existem diversos fatos na História da humanidade, desde o Velho Testamento até os presentes dias que mostram fatos mediúnicos. Casas mal assombradas, pessoas que vêem espíritos, que ouvem, que escrevem, que falam em nome de outra inteligência, etc. Em todas as civilizações, independente de fé, religião, cor e condição social, é possível constatar o fenômeno, dando então subsídios para entender que tal fenômeno não é privilégio de adeptos dessa ou daquela religião.

Apesar de tudo, a religião que desbravou este território sombrio, até o seu advento, foi o Espiritismo. Nela foi possível obter informações de como este processo se dava, quais as condições para a sua obtenção, etc. Constatou-se que o fenômeno era exercido por uma consciência mais ou menos inteligente, de acordo com o grau de sua evolução e, através de tais comunicações, tornou-se possível a comunicação de forma mais rápida e clara através da descoberta de alguns tipos fenômenos, tais como a psicografia, psicofonia, desdobramento, de efeitos físicos, etc.

Conseguimos entender que o Espírito comunicante liga-se ao médium através de fluídos tenuíssimos em alguns centros de força (chakras), de acordo com o tipo de mediunidade, e transmitem os seus pensamentos através do aparelho mediúnico, que pode ou não ter consciência da mensagem enviada.

Dessa forma, a Doutrina Espírita foi a pioneira no campo mediúnico mostrando a naturalidade de fenômenos antes mantidos por correntes mísiticas e esotéricas. Mostrou-se que ser médium não é um dom e não é privilégio de poucos. A mediunidade é uma faculdade orgânica que é mais desenvolvida em uns que em outros, porém nada impedindo o seu desenvolvimento com sabedoria, recolhimento e amor.

E para finalizar, é demasiadamente importante saber que tal fenômeno não deve ser tratado como um joguete de curiosidade. Da mesma forma que estamos circundados de pessoas que esperam o nosso descuido para nos acuar de alguma forma, no Plano Espiritual também existem aqueles Espíritos (alma dos homens que habitaram sobre a Terra) que esperam um descuido de nossa parte para se aproveitar de nós de diversas maneiras. Portanto, a mediunidade deve ser aplicada para a caridade, para o bem do próximo. O médium não é médium para si, mas para o próximo. Por essa razão deve procurar manter o seu coração sublimado no bem, focando em boas obras e com sentimentos filantrópicos. A mediunidade segura é a mediunidade com Jesus.

Muita Paz!

Fontes Relacionadas: