quarta-feira, 2 de julho de 2008

Paz Interior e Metrópole

Olá amigos,

O trabalho tem sido o companheiro que tem estado mais tempo comigo e por essa razão, infelizmente, tenho obtido pouquíssimo tempo para ler meus blogs favoritos, meus feeds RSS do Google Reader e até mesmo alguns e-mails. Apesar de tudo, não tenho falhado na publicações dos posts do Momento Espírita, que tem sido atualizado algumas vezes por semana.

Mas a razão deste artigo não é para falar de mim, nem da minha vida cotidiana, porque de problemas, tenho certeza de que todos estão cheios e virem para cá e ouvirem mais assuntos relacionados ao dia-a-dia, certamente não é o que vocês querem, não é mesmo? Venho aqui para falar de um paradoxo que vivemos hoje em dia. Paz Interior e Metrópole.

a pomba da paz

De relance, talvez seja simples conceber uma rotina de manter a paz interior mesmo vivendo nessa correria que é a vida numa metrópole, como o Rio de Janeiro, na qual eu vivo, através de práticas meditativas. O ambiente é totalmente hostil no que tange a contribuição para alcançar essa paz. Muitos carros, compromissos, reuniões, poluição, barulho e muitas outras perturbações. Se alguns pudessem, optariam por viver num campo, com uma fauna rica, uma flora exuberante e com o mínimo de pessoas possível. Mas, será essa a melhor solução?

caos total

Tenho vivido dia após dia analisando e procurando colocar em prática a Doutrina Espírita. Tenho feito um esforço para ser mais tolerante, paciente, ameno, mas nem sempre eu consigo. Algumas vezes eu escorrego e acabo "explodindo". Mas aí é que tá! Será que se eu vivesse num retiro, longe do mundo, sem pessoas com pensamentos diferentes eu estaria fazendo esse exercício de melhora contínua? Claro que não. Tudo seria muito mais fácil.

Alguns líderes espirituais têm vindo ao Brasil a fim de ensinar práticas meditativas para nos ajudar a alcançarmos a Paz Interior, reduzir o nível de stress e, conseqüentemente, aumentar a qualidade de vida e/ou até mesmo um estado espiritual mais elevado. O único equívoco é achar que precisamos viver confinados num mosteiro para isso. Precisamos colocar em prática os ensinamentos do Mestre Jesus quando nos diz para amar o próximo, os que se dizem inimigos, sermos mansos como a pomba e prudentes como a serpente. Se vivêssemos em retiro, como poderíamos essa proeza? Como evoluiríamos a nossa capacidade de tolerância, paciência e amor ao próximo?

O erro não está em explodir ou fazer errado, não! Se fôssemos perfeitos, não estaríamos aqui. O erro está em cometer falhas das quais tomamos ciência e não refletirmos a fim de nos esforçarmos para melhorar e não cometê-las novamente. Como dizem por aí: Herrar é Umano.

Reflita.

imagens obtidas da internet