domingo, 6 de julho de 2008

Espiritismo, Kardecismo ou Espiritualismo?

No século XIX, Hippolyte Léon Denizard Rivail iniciou um trabalho na França quando descobriu algo que diziam ser as mesas girantes. Hippolyte era um estudioso Pedagogo. Tinha na sua essência o espírito investigativo. Quando caiu no seu conhecimento tal 'novidade', fez questão de juntar todos os aparatos necessários para identificar a causa desses fenômenos.

Alguns anos depois, verificou que a causa que fazia com que as mesas se movessem, pancadas se ouvissem, vinham de um "universo paralelo", donde a inteligência que realizava tais feitos eram nada mais nada menos que o Espírito dos homens que haviam deixado a vestimenta carnal há mais ou menos tempo.

Anos se passaram de pesquisa e investigação e Hipployte adotou o codinome Allan Kardec, compilou em cinco livros a Doutrina Espírita, que era a causa maior que os Espíritos que trabalhavam sob a égide de Jesus Cristo vieram disseminar com as mesas girantes, e outros fenômenos. Os livros da Doutrina Espírita são cinco, a saber: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Além destes, existem outros livros que também tem como autoria Allan Kardec.

Algumas décadas se passaram e a Doutrina Espírita tomou grande força, pois não falava somente ao sentimento, não acusava da mesma forma ao fogo devorador o que roubava uma galinha e o homicida, mas trazia insumos para que, através da fé raciocinada, os homens pudessem compreender a Lei de Causa e Efeito, a reencarnação e as comunicações mediúnicas, que desde a fundação do mundo esteve presente no seio da Humanidade sendo tratada das formas mais variadas.

A Doutrina Espírita se difundiu rapidamente e chegou ao Brasil. Com o trabalho abnegado do nosso saudoso Chico Xavier, ganhou uma proporção ao ponto de hoje o Brasil ser considerado um país Espírita. Em paralelo, outras religiões, principalmente as de descendência africana, aproveitaram-se da ascenção do Espiritismo para a própria difusão, porque também traziam fenômenos mediúnicos, embora de forma rústica e mística.

Hoje em dia, apesar de ter mudado bastante, muitos ainda confundem Espiritismo com Espiritualismo. O Espiritismo não tem nada a ver com Candomblé, Umbanda ou similares. O termo Espiritismo, na época queKardec compilou a Doutrina, foi um neologismo para que não houvesse esse tipo de confusão, porque já naquela época existiam religiões espiritualistas. que tratavam de algo que existia além da matéria. Mas o termo Espiritismo, do Francês Espiritisme, foi criado a partir do seguinte raciocínio:
Spirit: Espírito; isme: Doutrina; Doutrina dos Espíritos
Concluindo este breve histórico podemos afirmar também que o termo Kardecista, usado até pelos próprios Espíritas, é totalmente equivocado, pois não foi AllanKardec quem inventou o conteúdo da Codificação, antes disso, serviu apenas como um instrumento para a compilação dos assuntos Doutrinários edifundí-lo ao povo. Vale lembrar também que Allan Kardec nem era médium. Médiuns de diversos lugares, dezenas deles, foram os que receberam as mensagens que compuseram a Codificação. Sendo assim, não podemos dizer Doutrina de Kardec.

Agora temos informações para explicar que Espiritismo não tem nada a ver com magia negra, macumba e que não é fundamentada num ideal de AllanKardec, mas totalmente fundamentada no Cristianismo tendo como guia e modelo Jesus e seus ensinamentos.

Vale lembrar também que no Espiritismo não há qualquer tipo de ritual ou simbolismo, apesar disso, não há qualquer recriminação às religiões que se utilizam de tais meios para conduzirem a fé de um povo. No Espiritismo temos como primeiro mandamento o que o Mestre Jesus nos deixou, que é para nos amarmos e como segundo, também pelo próprio Mestre o mandamento deInstruímo-nos.

A Doutrina Espírita, antes de ser uma religião é uma Ciência com caráter Filosóficos que afetam diretamente a Moral.

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