domingo, 30 de março de 2008

A Lei de Liberdade

A liberdade que iremos abordar hoje é um pouco mais ampla do que a que estamos acostumados a lidar casualmente. Estejamos com a mente mais aberta para tentar compreendê-la.

Acreditamos ter liberdade absoluta em nossa vida. Isso é uma sensação enganosa, visto que desde que vivamos em sociedade, jamais estaremos livres para fazer o que desejarmos. Somos educados a respeitar o direito dos outros, a cumprir deveres, etc. Estamos sempre presos a alguma responsabilidade, seja para com outros, seja para conosco. Contudo, temos uma forma de liberdade que ninguém pode nos tirar, a liberdade de pensar.

Pensar envolve o raciocínio, o desejo, a intenção. Nem sempre traduzidas em ações, às vezes porque estamos presos a paradigmas sociais ou, por vezes, por estarmos presos às nossas imperfeições, quando as intenções e os desejos são mais sublimes.

Sabendo disso, podemos adentrar no objetivo dessa parte das Leis Morais bastante extensa.

Nós, antes de chegarmos a essa Terra, enquanto na erraticidade, fazemos o nosso plano de vida. Escolhemos o tipo de provas que temos que enfrentar para atacar algum aspecto negativo da nossa imperfeição que precisa ser corrigida através da encarnação. Escolhendo certas provas, estaremos suscetíveis às tentações de acordo com a intensidade da prova. Vale ressaltar porém, que o plano consiste de um tipo de prova, não dos atos certos ou errados que cometemos, mas das suscetibilidades que passaremos. Seremos abençoados ou não de acordo com a nossa posição perante aos percalços que nos atravessam o caminho.

Como sabemos, somos sugestionados por Espíritos todo o tempo - bons e maus - temos a liberdade de ignorar as sugestões que nos são endereçadas, assim como temos a liberdade de ignorar um conselho, uma sugestão de um amigo. Nisso consiste a livre arbítrio. Sem o livre arbítrio seríamos máquinas, não poderíamos ser condenados pelas nossas faltas e nem abençoados pelos nossos méritos, seríamos máquinas.

Sabendo disso, a liberdade nos é plena. Tanto de pensar, quanto de agir perante às adversidades da vida. O homem não pode esquivar-se de seus atos com desculpas de ter nascido dessa ou daquela forma, pois como Espírito fez a sua escolha e deve seguí-la segundo o seu planejamento. Querer é poder.

Esse assunto da liberdade é vastíssimo e abrange vários aspectos que se tornariam cansativos reproduzí-los aqui. Para quem quer se aprofundar, leia o Livro dos Espíritos no capítulo que fala sobre a Lei de Liberdade.