sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O bem nada seria se não existisse o mal

Muito se fala que devemos fazer o bem. Mas o que é o bem? Para que serve? Já parou para pensar por que razão temos, na maioria das vezes, a preferência de seguir o bem e não o mal? Mas o que é o mal? Por que não seguir o mal? Estas questões são as mais importantes quando estamos pensando em seguir um caminho que nos dê algum benefício. Seja em um espaço de tempo curto ou longo, nesta ou noutra vida.

Todos nós temos desde pequenos senso do que é certo e do que é errado, mas qual é o parâmetro? Qual a nossa referência? Será que só sabemos o que é bom porque os nossos pais disseram para nós: "Meu filho, não faça isso porque isso é mal"? E aqueles que, por ironia do destino, mesmo sem pai e sem mãe conseguem trilhar o caminho que julgamos o caminho do bem? Infelizmente nem todos têm a mesma sorte...

Então, com uma reflexão profunda e com uma dose de espiritualismo, podemos concluir que o bem é tudo aquilo que segue as leis de Deus. Não matar, não roubar, não desejar a mulher do próximo, honrar nossos pais, etc. E isso é o que está entranhado em nossa consciência superior. Ninguém precisa nos ensinar hoje em dia que matar ou roubar é errado, porque temos dentro de nós um sentimento inato de que não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco. E isso é o que convencionamos de "bem".

E o que é o mal? Porque matar é mal? Por dedução lógica, podemos concluir que o mal é tudo aquilo contrário às leis de Deus. Pode pensar em qualquer coisa que você considera mal, qualquer coisa mesmo, e avaliar com sinceridade e senso crítico se Deus se agradaria do que você pensou. Se a sua razão julgou que sim, então isso é o mal.

Existe dentro de cada um de nós um sentinela que Deus criou com alguns atributos e características que nos conduz para o caminho da retidão, esse sentinela chama-se consciência. É a nossa consciência o nosso maior juiz. E o melhor de tudo é que ela está sempre julgando em favor do divino, ou seja, fundamentada nas leis Divinas. Uns tem suas consciências mais desenvolvidas que outros, mas isso tudo é uma questão de evolução, de estudo, de conhecimento. Chegará um ponto que nossa consciência estará tão afiada nesta Terra que ninguém precisará mais de um juiz para julgar os atos de ninguém, todos os homens serão seus próprios juízes.

Existe uma perguntinha, se você crê em Deus, que certamente você já deve ter feito: Deus criou o mal? Claro que não! Deus criou as suas leis imutáveis e deu à sua criação o livre-arbítrio. Como vimos acima, tudo que está de acordo com a lei divina, convencionamos que é o bem, caso contrário é o mal. Então quem criou o mal foi a própria criatura de Deus. Como foi figurado no Gênesis com Adão e Eva quando na alegoria Eva come a maçã, infringindo a lei do Criador, aí o mal se estabelece na consciência humana.

Entretanto, jamais deveremos abolir o mal, pelo menos por enquanto. O mal é muito, mas muito necessário para a evolução da humanidade. Como poderíamos galgar novos degraus da evolução se não houvessem barreiras, não houvessem provas que deveríamos transpor? O mal é o amigo do bem porque este é a ferramenta que temos para provar que podemos praticar o bem e, conseqüentemente, evitá-lo. Assim, de acordo com o nosso conhecimento maior das leis divinas, vamos alcançando novos planos, novas provas e novos méritos. Até chegarmos à perfeição angelical.

Agora que você já sabe disso, algo de mal que está acontecendo na sua vida atualmente, é uma ferramenta, um ponto de apoio para você subir mais um degrau na sua vida material/espiritual. O mal é uma ferramenta, devemos vê-lo não com medo ou repugnância, apenas enfrentá-lo e usar o bem para acabar com ele.

Pense nisso!