domingo, 3 de junho de 2007

É só o amor...

"Ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria."
Apóstolo Paulo


Fala-se em Amor (lê-se caridade), e pensa-se logo em Jesus Cristo. O maior exemplo que já tivemos sobre a Terra que nos ensinou na prática o que realmente é o amor. Mas como todo bom líder, Cristo deixou discípulos para disseminar seu ensinamento aos quatro cantos da Terra, e um dos discípulos que eu mais admiro é o apóstolo Paulo. Nessa máxima que iniciei este texto, podemos concluir a grandiosidade do que é o amor. Põe-se a caridade acima até mesmo da linguagem dos anjos. Ainda Paulo afirma que entre a fé, a esperança e a caridade, a maior delas é a caridade, ou seja, o amor! Difícil de conceber tal pensamento?


Paulo, o discípulo que mais difundiu o evangelho, falou do amor como algo primordial para a salvação, a única e exclusiva chave para que possamos habitar o paraíso. Isso não falou nada além do que Cristo havia ensinado, ou seja, não é uma regra que ele mesmo tenha criado. Para comprovar tal fato, vamos examinar o que Jesus Cristo nos ensinou e que foi transcrito por São Mateus no capítulo 25 verso 31 em diante. Essa é uma das dezenas passagens que Cristo nos ensina que a caridade é o pré-requisito da salvação. Leiamos...


"31 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;

32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;

33 E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

36 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.

44 Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna."


Para separar o joio do trigo, o bode da ovelha, qual foi o critério de seleção? Por acaso Cristo perguntou se o homem professou essa ou aquela fé? Perguntou ainda se foram batizados segundo o Batismo de João Batista? Falou de condição financeira? Não, obviamente. Porque não foi isso que Cristo queria de nós, não era essa a chave para a salvação. Alimentar o faminto, visitar o enfermo, dar atenção a quem precisa, roupa a quem lhe falta, isso são alguns dos milhares de exemplos que podemos citar que envolve a prática do amor. Tudo isso está contido nos dois ensinamentos que Cristo sintetizou todas as leis e todos os profetas: "Amar a Deus sobre todas as coisas; Amar o próximo como a ti mesmo".

A caridade não está circunscrita a um templo religioso, a uma sociedade, um clã ou uma tribo. Cristo acolheu uma prostituta, parou na casa de Zaqueu o Publicano, operou maravilhas com pessoas que eram ignoradas ou odiadas pela sociedade. Isso é o que devemos procurar seguir. Se tivermos realmente o desejo no coração de sermos perfeitos, devemos ainda amar os nossos inimigos. Não entendamos inimigos por pessoas que odiamos, mas entendamos como pessoas não simpáticas ao nosso convívio, que não partilham das mesmas idéias, fé, religião e/ou círculo social. Pessoas que professam pensamentos contrários aos nossos.

Não só aos nossos inimigos devemos amar, mas também procurar fazer o bem ao nosso próximo. Quem é o nosso próximo? Todo aquele que está nessa Terra, sofrendo as mesmas tribulações, angústias e provações que nós. Devemos procurar ser indulgentes com suas faltas , procurar ocultar os defeitos do mesmo e exaltar as suas qualidades. Procurar não ostentar, colocar a caridade à frente dos nossos objetivos pessoais. Servirmos para sermos servidos por Cristo na sua Glória.

O amor, sentimento puro, simples, difícil e que muitas vezes nos faz sofrer por praticá-lo. Sentimento que veremos o resultado a um "longo" prazo (longo na concepção terrestre, pois o que são 70 ou 80 anos para a eternidade?). O amor é a forma que molda um cristão exemplar, o fiel seguidor do evangelho, o grande responsável pela nossa salvação, o único pré-requisito dado por Deus através de Cristo para herdarmos o paraíso.

Procuremos praticar o amor, refletir nas nossas atitudes com as pessoas que nos cercam. Antes de tentarmos praticar a caridade para com os que estão fora do nosso círculo social e/ou familiar, procuremos praticar com estes. Procure fazer a Luz que existe em você alimentar a estima dos que lhe cercam, faça como Madre Teresa, não permita que as pessoas que cheguem perto de você saiam iguais ou piores do que já estavam, tente fazê-las sentirem-se melhores. Faça das suas atitudes, exemplos a serem seguidos. Não espere o reconhecimento dos homens, pois os que buscam o galardão terrestre, aqui mesmo o alcançará, mas aquele que buscar o galardão dos céus, será recompensado por Deus! Qual seria o mais compensador para você?

Certo é que não tenho condições de versar com toda a proficiência de Cristo e de muitos outros Missionários que passaram sobre a Terra sobre o Amor. Ainda não pratico o Amor em toda a sua completude, apesar de esforçar-me a cada dia, por isso ainda estou aqui neste mundo de provas e expiação. Mas tudo o que sinto, o pouco que sei, procuro praticar e partilhar convosco. Pois assim como você, querido(a) irmão(ã), estou nesta jornada do progresso, esperando um dia praticar o amor na sua mais pura essência e morar no paraíso servindo a Deus como um emissário celeste.

Abraços e até a próxima!